A estratégia de crescimento da surpreendente Amazon

É muito difícil, ao analisar um mercado, fixar o momento exato em que uma tendência se torna realmente relevante. E, ao chamar a empresa Amazon de “surpreendente”, pressupõe-se que em algum momento houve uma surpresa: uma notícia de alto impacto, uma reversão de expectativas; o anúncio de um novo plano de negócios; ou, como é na maioria das vezes, uma conclusão, nova e importante, sobre um conjunto de fatos que eram – até então – aparentemente isolados.

Em novembro de 2011, a influente revista Wired publicou o artigo Jeff Bezos Owns the Web in More Ways Than You Think (que pode ser livremente traduzido como “Jeff Bezos manda na Web bem mais do que você pensa”), já querendo dizer que nem todo mundo havia atentado para as implicações do crescimento e da diversificação de negócios da Amazon.

amazon-warehouse-2
Centro de Distribuição da Amazon em Phoenix, Arizona – Estados Unidos.

Vamos comentar aspectos desse crescimento. Antes de começar, porém, podemos adiantar uma conclusão essencial: a Amazon é, hoje, uma das empresas mais importantes do mercado de tecnologia – no mesmo nível de Apple, Google e Microsoft.

Difícil imaginar que uma empresa que começou simplesmente vendendo livros na internet tenha chegado à posição de estar entre essas gigantes. Nem sempre os resultados foram tão espetaculares (basta lembrar os vários anos de prejuízos acumulados, no início do negócio), mas o seu sucesso é exemplar pela consistência e pelas abordagens inovadoras.

Quais os aspectos mais visíveis dessa estratégia e qual seu impacto no mercado?

  • Satisfação dos consumidores: o próprio Jeff Bezos não se cansa de reiterar sua “obsessão pelos consumidores”, preocupação essa que se reflete nos mínimos detalhes dos serviços e produtos; reclamações de consumidores sobre problemas em sites de e-commerce são comuns, mas é difícil encontrar consumidores insatisfeitos com a Amazon;
  • Simples de usar: durante muito tempo falou-se de “cloud computing”, que, por ser um novo paradigma de prestação de serviços em TI, trazia uma série de preocupações (segurança, administração, compliance, padrões etc); o serviço “Amazon Web Services”, lançado em 2002, tornou-se praticamente um sinônimo de “cloud computing” e permitiu que vários negócios migrassem de forma bem-sucedida para essa plataforma;
  • Preços competitivos: a empresa tem que trabalhar com margens muito pequenas e conciliar a questão dos custos operacionais com a qualidade dos serviços; mesmo apesar de ter ampliado consideravelmente a oferta de produtos e serviços com o passar dos anos, a empresa consegue competir com concorrentes de peso; como diz o próprio Jeff Bezos, “premium products at nonpremium prices”.

Aliás, seria Jeff Bezos o novo Steve Jobs?

.

Por VANIA HOSHII

Publicitária e Marketeira na área de TI desde 97, MATERANA há 16 anos por orgulho, Blogueira por prazer, Crossfiteira por paixão, Corredora por empolgação, Mãe por missão divina e eterna entusiasta pela vida e pelas pessoas.

Postado em: 15 de janeiro de 2013

Confira outros artigos do nosso blog

Estimando Custos na AWS

08 de março de 2016

Anderson Lima

Usando Amazon SQS como sistema de mensagens (2/2)

02 de março de 2016

Luis Sergio F. Carneiro

Cine Dojo: a mistura da MATERA de Coding Dojo, Cinema, Pipoca e TI!

04 de fevereiro de 2016

Valmir Massafera Jr

Documentação da sua Nuvem com Linha do Comando

15 de dezembro de 2015

Matias Schweizer

Deixe seu comentário