Do Monolítico aos agregados de Kubernetes
16 de julho de 2019
James de Souza
Como vimos o artigo do Emilson sobre AS QUEBRAS DE PARADIGMA DA CLOUD COMPUTING, estamos vivendo um novo paradigma, mas cada vez mais as necessidades de ambientes sempre diferentes com diferentes configurações expõe muitas vezes a dificuldade da infraestrutura em liberar novas máquinas para atender as demandas.
Com esse novo cenário, torna-se cada vez mais necessário automatizar as tarefas que a equipe de infraestrutura realizava manualmente, pois a mesma pode ser pequena e não conseguir dar vazão para as demandas que aparecem.
Se pensarmos bem, até as ferramentas de Cloud necessitam de uma ferramenta que realiza o processo de baixar pacote, atualizar, configurar, etc…
Neste novo cenário temos duas ferramentas que saíram na frente o Puppet (mantido pela PuppetLabs) e o Chef (mantido pela Chef).
Vamos aqui abordar a automação de ambientes utilizando a ferramenta Puppet em sua versão Free.
Legal, até aqui tudo bem, mas afinal:
O Puppet é uma ferramenta para gerenciamento de configuração. Ele é utilizado por diversas empresas, que precisam gerenciar milhares de máquinas físicas e virtuais ao redor do mundo. Podemos destacar dentre os usuários do Puppet a Cisco, at&t, PayPal e muitas outras organizações.
O Puppet foi criado em 2005 como uma ferramenta de gerenciamento de configuração open source e está disponível para download gratuito sob a licença Apache 2.0. Existe também o Puppet Enterprise que trata-se do produto comercializado pela Puppet Labs.
Ele é composto por uma linguagem declarativa que nos permite expressar as configurações que nossos servidores devem ter, fazendo isto através de uma sintaxe simples e prática.
Ele nos oferece um cliente (agente) e um servidor (master) para distribuir estas configurações em nosso parque.
No puppet essencialmente tudo é MODELADO e tratado como se fossem DADOS.
O estado atual do node (servidor), a configuração desejada, as ações tomadas durante as configurações são representados como ‘dados’ e inseridos em um catálogo.
Ele pode funcionar de duas formas, você pode criar configurações e aplicar localmente usando o recurso APPLY, ou você pode trabalhar em modo AGENTE/MESTRE (cliente/servidor).
Uma vez que você instala o puppet, cada nó (servidor físico, dispositivo ou máquina virtual) em sua infraestrutura tem um agente instalado nele. Você também pode ter um servidor designado como o mestre. A execução do puppet seguem os passos abaixo:
Observação: Se você optar por executar no modo no-op (simulação), o agente simplesmente simulará as alterações;
Fiquem atentos ao próximo post que sairá no dia 05/03/2015, onde apresentarei de uma forma prática e simples o uso dessa ferramenta.
[2] http://docs.puppetlabs.com/