DEV BOX TESTING – PRATICANDO TESTES ÁGEIS #2

O mercado de desenvolvimento de software está cada vez mais pressionado por inovações, produtividade, desempenho, flexibilidade e qualidade na entrega de projetos. Por este motivo práticas ágeis surgiram com o objetivo de melhorar a forma como desenvolvemos sistemas com foco na satisfação do cliente.

No meu post anterior falei um pouco sobre uma prática ágil conhecida como Pair Testing e hoje falaremos sobre o Dev Box Testing.

O Dev Box Testing é uma prática ágil que implica em um testador realizar testes na aplicação antes dela ser confirmada no repositório de controle de versões (exemplo CVS, GIT).

É comum ver situações onde o testador recebe uma funcionalidade contendo erros básicos onde nem mesmo o ‘caminho feliz’ funciona corretamente. Quando isso ocorre na fase de testes todos os erros encontrados precisam passar por um processo de gestão de defeitos o que reduz a produtividade do time.

Com o Dev Box Testing o testador executa alguns cenários na máquina do desenvolvedor assim que ele finaliza uma estória de desenvolvimento. O objetivo é reduzir a quantidade de bugs encontrados principalmente quando se tratando de erros básicos, desta forma, o testador poderá focar em cenários com maior criticidade e complexidade que poderá gerar um impacto considerável em sua produtividade.

Sabemos que desenvolvedores e testadores possuem habilidades e conhecimentos distintos. Isso se torna visível no momento do Dev Box, pois o testador transmite sua visão mais operacional e detalhista para o desenvolvedor e o mesmo contribui com abordagens mais técnicas.

Como deve ser feito o Dev Box Testing?

O Dev Box Testing não é um processo formal e portanto cada equipe pode implementá-lo da maneira que melhor atender suas necessidades. Segue abaixo uma diretriz de como pode ser realizado:

  1. O desenvolvedor demonstra suas alterações e apresenta outros pontos que podem sofrer impacto ao testador.
  2. O testador assume o comando e executa alguns cenários de testes com foco no “caminho feliz”.
  3. Esta atividade deve durar em torno de 10 a 15 minutos dependendo da complexidade da estória implementada.

Esta prática não tem como objetivo realizar testes de regressão e sim prevenir que erros básicos sejam identificados somente no final do projeto.

Uma dica é aplicar está técnica no levantamento e construção de testes automáticos, aumentando assim, a cobertura e assertividade dos testes.

Abaixo um fluxograma mostrando em que momento o Dev Box entra no processo:

devboxtesting
Figura 1 – Dev Box Testing no processo de desenvolvimento
Vantagens que temos ao executar o Dev Box Testing:
  • Feedback rápido – erros são encontrados e corrigidos antecipadamente reduzindo significamente o retorno de bugs durante a fase de testes funcionais.
  • Compartilhamento de Conhecimento – Testadores têm a oportunidade de entender como a funcionalidade foi implementada podendo ir além de testes de interface do usuário e os desenvolvedores obtêm a oportunidade de entender a visão de testes melhorando a cobertura de testes unitários.
  • O testador consegue validar antecipadamente se a implementação atende as necessidades do requisito.
  • Dev Box Testing incentiva a colaboração e melhora a comunicação e interação entre desenvolvedores e testadores ajudando a construir um produto com maior qualidade.

Inicialmente pode parecer que ao aplicar o Dev Box estamos agregando mais uma tarefa nas atividades do testador e desenvolvedor e isso nos leva a falsa sensação de que vamos demorar mais tempo para entregar o projeto. No entanto, investindo nessa prática o resultado final tende a ser muito mais produtivo, pois conseguimos antecipar os bugs e reduzir problemas com entregas.

Agora que você já sabe as vantagens do Dev Box Testing e como aplicá-lo corra para implementá-lo na sua equipe e compartilhar conosco os benefícios gerados.

Referências:

http://blog.devscrum.net/index.php/2012/03/07/dev-box-testing/

https://devmaheshwari.wordpress.com/2012/03/17/dev-box-testing-step-to-faster-feedback/

Por EMANUELLE BERNARDO SPONTON

Formada em Tecnologia e Análise de Desenvolvimento de Sistemas, Certificada em Testes (Foundation Level - CTFL), e-learning em Gestão de Projetos - FGV, cursando Gestão e Estratégia de Empresas - Instituto Unicamp

Postado em: 30 de novembro de 2016

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