Entenda a importância do apreçamento de instrumentos financeiros

O apreçamento de instrumentos financeiros é uma etapa vital no dia a dia de bancos, assets, e fundos. Nessa série de publicações sobre apreçamento veremos o que é o apreçamento, pra que ele serve, e por que é um processo tão importante.

Para falar de apreçamento de instrumentos, primeiro precisamos entender o que é um instrumento financeiro. Em linhas gerais, um instrumento financeiro é um contrato que origine um ativo ou passivo financeiro, ou então origine um titulo patrimonial. Ativos são instrumentos que contribuam positivamente com o patrimônio da instituição, como caixa em moeda, contratos de recebimento de caixa ou de recebimento de outros ativos. Passivos, por sua vez, são os instrumentos que estabelecem um dever de entrega de caixa ou de entrega de outros instrumentos. Já os títulos patrimoniais são contratos de interesse sobre os ativos de uma entidade após a dedução de seus passivos. Logo, a coleção de instrumentos financeiros de uma instituição reflete diretamente na saúde financeira da instituição.

Assim, o cálculo de apreçamento de instrumentos é a forma de avaliar qual o preço de cada instrumento: esse preço representa o quanto um instrumento contribui no patrimônio da empresa, ou ainda, por quanto ele pode ser negociado ou liquidado. O preço de um instrumento financeiro também é utilizado para análises de resultado e desempenho de fundos, análises gerenciais estratégicas, e análises dos riscos financeiros sofridos pelas empresas detentoras dos instrumentos.

Uma vez que o apreçamento pode ter diferentes finalidades, consequentemente existem diferentes formas de se calcular esse preço, e assim,  diferentes nomes (ou tipos) para eles. Nas próximas publicações dessa série, veremos quais são os tipos de apreçamento existentes e onde eles são usados, como por exemplo, o preço marcado a mercado, que é utilizado para a negociação dos instrumentos, e o preço de accrual, utilizado para contabilidade.

Abordaremos também as questões sobre a regulação dos preços dos instrumentos financeiros, o que é preço justo de um instrumento, e o quê são os ajustes prudenciais exigidos pelos órgãos reguladores. Veremos ainda, como o preço é usado na gestão das instituições e na avaliação dos riscos sofridos. Portanto, fique de olho nas próximas publicações.

Por RODRIGO POLASTRO

Postado em: 16 de janeiro de 2015

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