Entre metas e gargalos

A meta“A Meta” é um livro antigo, de 1984, que retrata muito bem o ambiente industrial. Apesar de parecer um livro entediante sobre modelos industriais, não se engane: Elyahu M. Goldratt, o autor, é um profissional que atuou durante vários anos ná área de vendas e implantação de software para produção. Sua visão vai muito além do dia-a-dia de uma indústria.

Nesse livro ele trata a Teoria das Restrições (TOC – theory of constraints), ou “gargalos”. O pressuposto de que a capacidade produtiva é limitada pela capacidade do “gargalo” traz à tona uma sequencia de atividades em busca da meta.

Elyahu M. Goldratt, um físico israelense, é uma dessas pessoas que sempre foi além em busca da melhoria do seu trabalho. Ele percebeu, após alguns anos atuando na indústria de software, que a insatisfação no uso do sistema que ele vendia tinha raiz nos paradigmas da própria produção. Goldratt descobriu que os hábitos e atitudes de empregados e administradores antes de utilizar o software que ele vendia, ainda eram proeminentes e influenciavam negativamente os resultados após a implantação.

Descontente com esses fatos, Goldratt passou a estudar a dinâmica da produção de bens e serviços.

No livro ele conta a história de Alex Rogo, um gerente de fábricas que vive dias difíceis: lucratividade baixa, produtividade baixa, horas extras, etc. etc. Alex recebe um ultimato de sua alta liderança: ou muda o cenário tornando a filial lucrativa, ou em três meses sua fábrica será fechada. Tomado pelo desespero, ele encontra um antigo professor que serve de mentor para sua jornada em busca da melhoria contínua. E a partir de suas orientações, ele reune seus colegas de trabalho para juntos analisarem e buscarem as mudanças necessárias.

Em um certo momento, o livro cita que “o fluxo de produção deve ser igual à demanda e não igual à capacidade produtiva”, um problema clássico na maioria das empresas que, quando não dão conta dos clientes, produzem além do necessário.

O que me fascina nesse livro é que ele nos ensina a trabalhar com as restrições em diversos aspectos de nossa vida como família, empresa, projetos, etc, o que permite levarmos muitos ensinamentos para a vida pessoal: quais são os gargalos da nossa vida? Como podemos superá-los rumo aos nossos objetivos?

Para quem deseja ler o livro, apesar de ter alguns diálogos monótonos, a leitura é recompensada no final, quando podemos “digerir” tudo que foi dito e juntar em pensamentos e conhecimento. Durante a leitura, você sente que chega às conclusões junto com os personagens do livro, como se estivesse participando da decisão. Isso é fantástico!

Na mesma linha da Teoria das Restrições existe um outro livro do próprio Goldratt, chamado “Corrente Crítica” que trata essa mesma teoria aplicada gerenciamento de projetos. Uma boa recomendação de leitura complementar.

Por fim, A Meta é um ótimo livro para identificar aspectos que impedem o desenvolvimento de nossas idéias. Não é um modelo industrial adaptado, nem um modelo voltado a economia do conhecimento. Entretanto nos fornece toda a base necessária para identificarmos os pontos da nossa corrente crítica rumo as nossas metas:  os nossos “gargalos” de fato!

“Back To The Basics”

Por FABIANO AMARO COSTA

MATERANO na veia. Vive a cultura MATERA desde 2008 em diferentes papeis. Curte cães, carros e fotografia. Acredita na vida em comunidade, compartilhamento de ideias e experiências como forma de melhorar o mundo.

Postado em: 02 de fevereiro de 2015

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