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Feedback como ferramenta de evolução na carreira

Para uma empresa ser considerada um grande lugar para se trabalhar (ranking GPTW), ela deve estar orientada para suas práticas de gestão de pessoas. Questões como clima organizacional, desenvolvimento profissional, coaching, treinamentos e acompanhamento de carreira devem estar na agenda de toda a liderança o tempo todo. Além de verdadeiramente utilizarmos estas ferramentas de gestão, temos que procurar evoluir. Entender o que realmente funciona e o que não funciona para o nosso perfil de profissional.

Pensando nisso, a liderança tem um foco muito forte e constante no acompanhamento do profissional e para isso, a grande ferramenta utilizada ainda é o feedback. Ele permite alinharmos as expectativas da empresa e ainda orientar caminhos a percorrer para o atingimento dos objetivos de carreira. O grande desafio aqui é a forma de fazê-lo: a periodicidade é um grande trunfo para a efetividade do feedback.

Ainda hoje percebemos que nas empresas, lideranças e inclusive liderados de maneira geral tem dificuldade em tornar esta prática periódica, afinal de contas, não é fácil preparar um feedback de qualidade, pois além de tempo, o “como” fazer é de fundamental importância. E aí o que geralmente acontece são aqueles momentos únicos no final do ano em que o lider se vê quase que obrigado a cumprir esta “rotina”. E neste caso, todos perdem. O tempo passou, o exemplo não está tão claro, o elogio já não tem o mesmo efeito… e o profissional (e empresa) perderam tempo de evolução.

A grande virada para profissionais e empresa é quando feedback se torna algo frequente, se tornando uma comunicação usual sem todo o peso de uma avaliação formal. Na prática sempre que necessário o
profissional tem orientações sobre sua atuação e como ele pode continuar se desenvolvendo, olhando para pequenos pontos de crescimento e reforçando aqueles que ele está mandando bem. Fazendo uma comparação com o esporte, quando um time de vôlei não está bem no jogo, o técnico não espera acabar o set para orientar o que precisa mudar, ele simplesmente pede tempo e dá feedbacks para todos, diferentemente do futebol em que isso só acontece quando o time vai para o intervalo.

Mais que uma simples prática, o feedback deveria fazer parte da cultura da empresa e mesmo pensando nos desafios para tal, a área de desenvolvimento humano e organizacional trabalha com um grande apoio para este tema.

O desenvolvimento da carreira pode ser mais rápido (ou não) conforme a quantidade e qualidade dos feedbacks que recebemos, mas para isso o ambiente tem que estar mais para vôlei do que para futebol.

Por MARCEL AUGUSTO FRANÇA SANTOS

Psicólogo por formação, educador corporativo por vocação. Acredito que o auto-conhecimento e a aprendizagem contínua são a base para uma sociedade melhor.

Postado em: 22 de outubro de 2015

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