Inovação – Uma questão de risco?

Imagine uma startup que nasceu a partir de uma ideia. Uma ideia que pode funcionar ou não pode. Uma ideia que pode ter retorno e mudar a vida de seus fundadores, ou que pode morrer por não ser aceita pela sociedade.

Imagine agora uma empresa estruturada, grande, que já tem o seu lucro relativamente consolidado e que está lutando para se manter competitiva num mercado acirrado. E imagine que nesse contexto um de seus donos tem uma ideia disruptiva que pode pivotar o andamento da empresa e fazê-la crescer ainda mais, se distanciar a frente de seus concorrentes, ou pode ser um fracasso retumbante a ponto de descredibilizar o dono da ideia e fazer a empresa perder muito e muito dinheiro.

Ideias como essas surgem a todo momento. Mas porque é mais comum vermos casos de sucesso de inovação em pequenas empresa e statups do que em empresas um pouco maiores? Uma das respostas é o dimensionamento do risco. Quem não se tem nada a perder pode arriscar tudo, já quem tem mais a perder tem que cuidar muito mais para não perder aquilo que já conquistou. Porém, sem risco não há inovação.

foto_post01_02A ideia de não arriscar para não perder o conquistado pode se tornar um “tiro no pé”. Como é de conhecimento geral, todo produto tem em seu ciclo de vida: o crescimento (momento em que o produto ganha força, cresce em aceitação no mercado e em retorno para a empresa), a estabilidade (momento normalmente mais persistente do produto, onde o produto se mantem estável no mercado) e o declínio (onde o produto perde força até não ser mais rentável para a empresa). Você pode não ter certeza qual o caminho de um produto mas pode ter certeza, esse ciclo vale para qualquer um! Assim, é necessário a empresa encontrar um ponto de disrupção para se manter e inclusive ganhar novo fôlego de vida. Até mesmo é possível, inovando, buscar um ponto inversão dessa curva (fazer uma curva “S”) para o produto em questão, estendendo e expandindo a vida útil e o retorno do produto no mercado.

Para isso é importante se arriscar, mesmo com os riscos envolvidos nesse processo todo. Como fazer e até que ponto a empresa pode aceitar esse risco é uma decisão mais consciente do que evitar o risco. Evitar o risco é aceitar o declínio próximo que virá, inexoravelmente.

Por mais que o risco seja grande saiba que maior que ele é a certeza de que ele deve ser corrido! Aceitar que ele é inerente a sobrevivência da empresa faz parte da maturidade da gestão de uma empresa. Assim, se arrisque! Inove! Tente! Quem não se move fica para trás.

Por EDGAR MAGALHÃES

Postado em: 30 de outubro de 2015

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