Já pensou em ser um investidor independente na bolsa Brasileira?

Você já pensou em ser um investidor independente usando a bolsa Brasileira? Muitos brasileiros, por desconhecimento ou medo, acabam não considerando a bolsa de valores brasileira, que é a maior da America Latina, para fazer seus investimentos.

Usando o ditado popular “Não coloque todos os ovos na mesma cesta” o mercado de ações é mais um método de investimento, que se usado de forma consciente pode aumentar seu patrimônio. Uma particularidade do investimento em ações é que o rendimento pode acontecer em curto, médio ou longo prazo dependendo do perfil do investidor: “Conservador, Moderado ou Arrojado”.

Mais afinal, após comprar uma ação, para onde meu dinheiro vai? Ao comprar o papel (ação) de uma empresa listada na bolsa significa que você passa a ser “Sócio” da empresa, este dinheiro então é usado pela empresa para investir em seu nicho de marcado, novos produtos e na própria evolução da empresa. Você já imaginou em ser sócio das maiores empresas brasileiras? Existem aproximadamente 500 empresas listadas, dentre elas algumas gigantes como Ambev e Vale. As ações de uma determinada empresa sobem ou descem de acordo com as forças compradora e vendedora do mercado, por exemplo caso exista um movimento muito grande de investidores comprando uma determinada ação ela sobe e vice e versa. O movimento de compra e venda acontece normalmente devido a própria empresa, um balanço de lucros acima ou abaixo do esperado pode gerar um movimento comprador ou vendedor fora do normal fazendo com que o preço venha a subir ou cair.

Na bolsa existem 2 tipos de ação para compra, Ordinária nominativa(ON) que dá direito a voto na assembléia sobre as definições da empresa e as ações Preferencial Nominativa (PN) que não dá direito a voto porém da preferência no recebimento de dividendos. As ações podem ser compradas de 3 maneiras:

  1. Através de fundos de investimentos: Funciona como um condomínio onde cada integrante tem uma porção das ações totais do fundo. Todo fundo precisa ter um gestor que está devidamente cadastrado na CVM (Comisão de valores Mobiliários)
  2. Clube de investimento: É menos formal que um fundo onde um grupo de amigos ou de familiares pode formar um clube (até 150 pessoas) e comprar ações diferente do fundo esse modelo não precisa de um gestor
  3. Individualmente: Nesta situação a pessoa controla todas as ações compradas e vendidas individualmente comandando as ordens de compra e vendo através de uma corretora de valores.

Para ser um investidor individual é preciso abrir uma conta em uma corretora existente no mercado e que esteja na lista da CVM, uma vez cadastrado é possível acessar a ferramenta chamada “Home Broker” que é a aplicação onde as ordens de compra e venda são enviadas e é possível acompanhar em tempo real as cotações, analisar gráficos tudo de forma online.
Quando a decisão de investir na bolsa é tomada, junto com ela chega a necessidade de gerenciar os riscos. O risco é um grande fator que impede os investidores de partir para a Bolsa de Valores. Este tipo de investimento tem uma maior exposição a risco porém tem um maior retorno, e é possível através de inúmeros métodos gerenciar esses riscos e ser um investidor consciente. O primeiro passo é fazer a distribuição dos investimentos e é aconselhável manter a maior parte deles em aplicações conservadoras como CDB’s, CDI’s e títulos do Tesouro Nacional.
Para investimentos de curto prazo podemos fazer operações de “Day Trade” que são operações iniciadas e terminadas no mesmo dia, aproveitando algum movimento de mercado de uma empresa especifica (noticia de lucros maiores por exemplo). Os investimentos de médio prazo podem ser feitos analisando a tendência das empresas, usando o exemplo da alta do dólar atualmente é possível fazer uma analise em empresas que tem lucro maior conforme a moeda americana ganha valor sobre o Real e investir nelas. Os investimentos a longo prazo são feitos normalmente em empresas grandes, sólidas e com liquidez, e além do movimento das ações essas empresas pagam o chamado dividendo, que é uma parcela do lucro da empresa repartido entre os acionistas.
Uma boa estratégia é sempre diversificar seus investimentos e procurar acompanhar os principais movimentos do mercado, o investimento em ações é mais uma das estratégias e se for feito de modo consciente pode ser uma saída para aumentar o patrimônio investido.

Por FILIPE TORQUETO

Anslista de sistemas por formação, investidor por opção, entusiasta de novas tecnologias apaixonado por viagens, carros e basketball.

Postado em: 13 de maio de 2015

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