Joint Application Design (JAD)

É uma metodologia de definição de requisitos desenvolvida pela IBM em 1977 e implantada no Brasil em 1982.

Baseada em reuniões, a técnica JAD permite que todos compartilhem a mesma visão do produto e tenham o mesmo sentimento de responsabilidade sobre o seu desenvolvimento e sucesso.

No JAD todos os participantes são co-autores da solução.

Apesar de ter sido criada para acelerar o desenvolvimento de software, essa metodologia tem sido usada não só na área de sistemas, mas por todos aqueles que trabalham com projetos ou desejam tomar decisões que afetam diversas áreas de uma organização simultaneamente.

 Princípios

  • Realizar dinâmicas de grupo – Facilitam o entendimento do problema e das necessidades das áreas envolvidas no projeto, bem como ajudam a explorar a criatividade de cada uma delas na criação da nova solução. Essas reuniões devem ser conduzidas por um facilitador (líder de sessão) e contar com os recursos responsáveis por prover informações pertinentes ao desenvolvimento do produto: Usuários chaves (área de negócios) equipe de sistemas (Analista de Sistemas/Requisitos) e o patrocinador.
  • Usar recursos audiovisuais – Usar técnicas visuais facilitam a comunicação e o entendimento.
  • Manter um processo organizado e racional – Analisar o projeto de forma completa (top-down), garantindo que todos os lados estão cobertos e os detalhes esmiuçados com a devida atenção.
  • Utilizar uma documentação padrão – Documentar as os assuntos abordados a cada reunião. É importante que o documento gerado seja compreendido por todos e recomendado que todos os participantes da reunião assinem esse documento, como prova de que todos estão cientes e de acordo com as decisões tomadas.

 A técnica JAD se divide em duas etapas:

  • Planejamento – Elicitação e especificação dos requisitos.
  • Projeto – Fase de gerenciamento e desenvolvimento do sistema.

 Cada etapa possui três fases:

  • Adaptação – Preparar o material que será utilizado durante as reuniões, alocar e convidar os recursos necessários para as reuniões, adaptar o processo JAD ao produto que será desenvolvido.
  • Sessão – São as reuniões propriamente ditas. Nessa fase os requisitos são desenvolvidos e documentados.
  • Finalização – Converter os requisitos extraídos em um documento de especificação de requisitos.

Participantes da JAD

 É importante lembrar que nem todos participam de todas as fases.

  • Patrocinador (cliente) – Estabelece a diretrizes e objetivos do projeto. Possui autoridade formal sobre as áreas de negócios afetadas pelo desenvolvimento do produto. É ele quem faz a abertura da primeira sessão, apresenta os participantes envolvidos.
  • Usuários chaves – São aqueles que utilizarão o sistema. São responsáveis pelo conteúdo da sessão, provendo informações de negócios e compartilhando suas necessidades e como o novo produto poderia resolver os problemas por eles reportados.
  • Engenheiro de sistemas (analista de requisitos) – Responsável por criar os documentos das sessões JAD. É responsável pelo registro das decisões e especificações produzidas. Deve possuir a habilidade para compreender as questões técnicas e os detalhes discutidos numa sessão.
  • Executor (Analista de sistemas) – Responsável pelo desenvolvimento do produto. Fornece aos participantes uma visão geral do produto e aloca recursos.
  • Condutor (líder de sessão) – Pessoa que irá conduzir a JAD e reunir o pessoal para as sessões.  Recomenda-se que o facilitador de encontros possua qualidades gerenciais de liderança e bom relacionamento interpessoal.
  • Observadores (eventuais participantes) – Outras pessoas interessadas no projeto. Os observadores não são participantes e não são autorizados a opinar durante as sessões.

Benefícios

  • Maior produtividade – Estudos comprovaram um aumento de 20% a 60% em relação aos métodos tradicionais.
  • Maior qualidade – Esse método pode se enquadrar, dependendo do tamanho do desenvolvimento, em todas as suas fases.
  • Trabalho em equipe – Uni equipe técnica (pessoal de informática) e usuários em prol de um bem comum: o novo produto.
  • Baixo custo – Devido otimização do tempo do de desenvolvimento e manutenção.

Dentre seus benefícios também estão a organização e a resolução de conflitos no gerenciamento de escopo.

Aplicando a metodologia

A JAD pode ser utilizada para várias finalidades em um projeto: Durante o planejamento, definição de escopo e durante a fase de estimativas de esforço e horas de desenvolvimento.

Essa metodologia pode ser melhor empregada em projetos pequenos e médios. Sistemas maiores ainda podem se beneficiar das técnicas JAD, mas possivelmente demandaram mais sessões para o levantamento dos requisitos.

Referências

[1] http://prezi.com/hmll0orghgwj/jad-joint-application-design-engenharia-de-software-ii/

[2] Técnicas para Reuniões – JAD – Joint Application Design

[3] Ricardo Augusto Ribeiro de Mendonça – PUC Goiás – Levantamento de requisitos no desenvolvimento ágil de software

Por CAMILA CRISTINA ROCHA

Postado em: 11 de fevereiro de 2014

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