Lean Startup e Design Thinking juntos. E porquê não?

Eric Ries disse: “Seria fantástico se o cliente lesse um plano de negócio e se comportasse de acordo com o que estivesse escrito lá! Mas o fato é que eles não lêem! Portanto é necessário usar uma abordagem para aprendermos o mais cedo possível sobre como o cliente faz (ou fará) uso de um novo produto ou serviço.”

Infelizmente não há uma maneira ideal de construir um negócio. Depende da startup, depende do negócio que está se construindo, depende de fatores antropológicos e econômicos… Depende, depende e depende!
Startups podem ser consideradas basicamente pequenas empresas que iniciam algo a partir do fundo do desconhecido e poucas serão “Endups”, as que realmente atingem o sucesso.

No entanto existem metodologias que ajudam as Startups a superarem os desafios, Lean startup e Design Thinking estão entre as metodologias mais utilizadas por startups que estão em busca de construir um novo negócio (se for inovador e disruptivo, melhor ainda!), pois ambas são do tipo ‘User-driven‘, no entanto cada qual possui seus pontos fracos e seus pontos fortes.

A tabela abaixo mostra uma comparação de alguns aspectos importantes de Lean Startup e de Design Thinking:

Lean Startup compared to Design Thinking

Tabela 1 – tabela comparativa dos principais aspectos de Design Thinking e Lean Startup.

Apesar das diferenças em alguns aspectos existem alguns pontos de intersecção entre as duas metodologias, os principais são:

  • Foco no cliente: ser ‘centrada no usuário’ está na alma e no coração de Design Thinking, enquanto que Lean Startup gira em torno do objetivo de estabelecer um ‘product-market fit‘;
  • Tendência para validação: Design Thinking depende fortemente de protótipos para testar a reação do usuário, ao passo que Lean Startup prega a ideia de um MVP (Produto Mínimo Viável) para ter o mesmo efeito no usuário;
  • Compreenda a falha: Design Thinking preconiza que precisamos falhar rapidamente para ter sucesso mais cedo, já Lean Startup canaliza os esforços para um ponto de decisão do tipo: persista, pivote ou mate a iniciativa.

 

E se ambas fossem utilizadas em conjunto? Estranho?
Lean Startup + Design Thinking = Lean Design Thinking

 

O quê Design Thinking tem a oferecer para Lean Startup:
Muitos praticantes de Lean Startup tendem a tratar tudo como “pivotável” e isso pode ser muito perigoso, pois transforma Lean Startup em um exercício do tipo “tentativa e erro” executado de modo mecanicista. A falta de um propósito claro pode deixar o empreendedor perdido nesse jogo de “tentativa e erro” e para evitar isso é muito útil amarrar as técnicas de Lean Startup em torno de uma necessidade observável do grupo alvo, a qual pode ser obtida pelas técnicas de Design Thinking.

Em resumo: não perca de vista a necessidade para a qual você está projetando uma solução só porquê Lean Startup prega que é necessário ‘pivotar’.

O quê Lean Startup tem a oferecer para Design Thinking:
A metodologia Lean Startup ajuda com a descoberta da oportunidade de mercado que está latente na necessidade observada por Design Thinking. Lean Startup tem ênfase em articular hipóteses e em testar as mesmas em escala. No mundo real, muitas vezes os testes ocorrem sem que os usuários tenham a consciência de que estão participando de um teste. O quê é importante muito importante para o processo! Ao mesmo tempo que o processo de teste de hipóteses está ocorrendo, as medições rigorosas preconizadas por Lean Startup são executadas e geram resultados que são insumos importantes para serem demonstrados para os investidores e para os patrocinadores do empreendimento.

Existem fãs de Design Thinking e fãs de Lean Startup, mas juntas essas duas metodologias definitivamente podem agregar muito mais valor no processo de geração de novos produtos e serviços e podem ajudar as Startups a se tornarem “Endups” atingindo o sucesso.

 

Por GIULIANO AVILA

Analista de sistemas desde o século XX :-) Curtindo muito o momento de transição que estamos vivendo e procurando contribuir com a era da revolução digital!

Postado em: 31 de janeiro de 2017

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