Metodologia Ágil, Framework Scrum – Parte I

Scrum – Parte I

Inicia-se hoje uma série de posts sobre metodologia Ágil e framework Scrum. Esse é o 1º de uma série de 4 posts a respeito do framework. Mais do que falar do framework, pretendo mostrar o que nos motiva a adotá-lo.

Sempre quando falamos em desenvolvimento de algum produto, há um processo para desenvolvê-lo. Com software não seria diferente e foram definidos alguns modelos que representam esses processos, dentre eles podemos citar: Cascata, Iterativo/Incremental, Espiral, Prototipação e mais recentemente o modelo Ágil.

Mais do que um modelo, o Ágil é uma metodologia e quebrou paradigmas quando foi criado. Essa metodologia não está relacionada ao produto em si, está relacionada ao processo e ao valor de negócio que o produto representa para seus clientes. Para ser Ágil, devemos nos atentar para o manifesto ágil, que pode ser encontrado em http://manifestoagil.com.br/. O manifesto ágil possui 4 premissas:

  • Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas
  • Software em funcionamento mais que documentação abrangente
  • Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos
  • Responder a mudanças mais que seguir um plano

Além das premissas, existem 12 princípios sendo o que o 1º deles é: Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente, através da entrega adiantada e contínua de software de valor.

As empresas de desenvolvimento de software estão caminhando cada vez mais para o modelo Ágil. A pergunta é: como fazemos isso? O framework Scrum nos ajuda.

Desde 1990, o Scrum tem sido utilizado para controlar o processo de desenvolvimento de produtos complexos enquanto entregamos produtos de maior valor para o cliente.  O Scrum é leve em termos de regras e fácil de entender. Mas não se enganem, o Scrum não é um processo ou alguma técnica de criação de um produto e sim um framework na qual podemos empregar diversos processos e técnicas.

Está fundamentado na teoria empírica de processo e controle, ou empirismo, que possui 3 pilares:

  • Transparência: o processo deve ser conhecido por todos responsáveis
  • Inspeção: revisar artefatos a fim de manter o objetivo e detectar possíveis desvios
  • Adaptação: revisão, ajustes e melhorias no processo

O framework Scrum consiste em Times e associado a eles, papéis, artefatos, eventos, e regras ( Ágil não significa sem regras ok? muito pelo contrário, as poucas regras que tem, são rigorosas. ).

Com isso finalizo uma introdução ao framework. Nos posts seguintes vou abordar a montagem de um time e como eles interagem entre si.

Referências:
The Scrum Guide – Scrum.org
Scrum e XP direto das das Trinceiras InfoQ

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http://manifestoagil.com.br

Por FERNANDO MORALLES

Postado em: 06 de março de 2013

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