Motivadores para aplicar Testing Dojo

No webinar Aprendendo na prática com Testing Dojo, que foi apresentado recentemente, abordamos a dinâmica aplicada nesse formato de capacitação. Caso não tenha visto esse webinar, aqui vai um breve resumo sobre o que falamos:

Dojo

  •  Técnica Randori Kata: É composto por um piloto, co-piloto e uma máquina. Nessa técnica é proposto aos participantes um desafio e a ideia é que todos que estão participando do testing dojo contribuam para sua resolução.
  • Objetivos do Testing Dojo: Encontro de testadores com objetivo de praticar skills de testes referentes ao tema que será abordado. Dessa forma, os participantes podem aperfeiçoar suas técnica de teste e compartilhar conhecimento com a equipe, o que é melhor, aprendendo na prática.
  •  Onde podemos aplicar o Testing Dojo? Em qualquer capacitação de processo/ferramenta de testes. Temos experiência aplicando para automação de testes de software, no entanto, poderia ser aplicado para: testes exploratórios, escrita de casos de teste, análise de requisitos, ferramenta de gerenciamento de teste, etc.

 

  • Papéis no Testing Dojo:
    • Condutor: Será o facilitador do dojo, será responsável por puxar a equipe e mostrar as regras do jogo ajudando conduzir as rodadas.
    • Observador: está atento e toma nota sobre o que acontece a cada rodada.
    • Piloto: Pilota o desafio dentro do seu tempo cronometrado, pensará alto para que o co-piloto de continuidade ao desafio de onde ele parou quando esgotar seu tempo.
    • Co-Piloto: Conhecido também como navegador, auxiliará o piloto no desenrolar do desafio.
  • Formato do testing Dojo: Foi explicado como é o formato do testing dojo: como decidimos por dividir as turmas; escolha dos desafios propostos no testing dojo; funcionamento das rodadas; como documentamos o que é discutido; e por fim como funcionam as mini-retrospectivas e a retrospectiva final, onde é avaliado se as expectativas dos participantes do dojo foram atingidas.
  • Benefícios: Diante do formato apresentado listamos os benefícios percebidos em utilizar esse formato de capacitação, onde uma visão de quem já participou do testing dojo é colocada também. Vale destacar que a troca de experiência e aprendizagem na prática são itens sempre citados.

A ideia dessa postagem é mostrar quais são os motivadores em optar-se por aplicar esse formato de capacitação para equipe de teste. Testing dojo é uma proposta de formato diferente de capacitação para os testadores, sugiro que confira na integra no canal da MATERA clicando no link do primeiro parágrafo para obter mais detalhes.

Os motivadores podem estar bem relacionados aos benefícios.

A princípio na MATERA a ideia de aplicar esse formato de treinamento veio através de um grupo, “Padrão QF-Test”. Já comentei em outras postagens sobre esse grupo, foi formado inicialmente visando a padronização da automação de testes de software e disseminação de conhecimento.

Verificamos que para o desenvolvimento o coding dojo funcionava muito bem, tem boa aceitação por parte dos participantes, e principalmente, estava trazendo benefícios para evolução dos colaboradores. Então, por que não trazer a ideia para testes?

Foi à partir disso que começamos a buscar mais informações sobre testing dojo e o formato randori kata para elaborar um formato de treinamento que atendesse nossas necessidades.

Nosso cenário era uma equipe muito grande de testadores divididos em diversas áreas de nossa suite de sistemas MATERA e com níveis diferentes de conhecimento no QF-Test, a principal ferramenta de automação de testes usada na empresa.  Pensando nos padrões levantados, o próximo passo era disseminar isso entre as equipes de forma que melhor absorvessem o conteúdo e aplicassem no dia a dia essas boas práticas de padronização.

Nosso maior motivador em buscar uma forma diferente de treinamento foi com relação a disseminar conhecimento e incentivar o uso dos padrões, com intuito de que todos pudessem compartilhar seu conhecimento e experiências também, de uma forma mais efetiva. E é claro, que aplicassem esses conhecimentos adquiridos para os novos testes criados. No decorrer dos dojos aplicados foi que percebemos que além disso, formas diferentes de se trabalhar com a ferramente que eram interessantes para outras equipes também eram compartilhados.

Você pode me perguntar: Por que optar por um testing dojo ao invés de um formato de treinamento tradicional ? Diria que treinamentos tradicionais por mais interessados que os participantes estejam e por mais que o tema seja interessante muitas vezes são massantes e as pessoas se dispersam. Aprender na prática, envolver o participante no contexto e incentivar com que ele contribua e coopere em compartilhar seu conhecimento com a equipe é diferente. Torna a aprendizagem mais leve.

Por fim, todos que participam do testing dojo entram em um consenso que um dos maiores benefícios identificados no formato é que além de ser mais dinâmico por aprender na prática possibilita compartilhar conhecimento entre os testadores havendo uma troca de experiências entre eles.

Eu comentarei mais sobre esse assunto no evento QA Ninja Conf 2016 com a palestra “Aprendendo na prática com Testing Dojo, você ainda não testou?”

QANinjaCOnf

Esse evento será online e gratuito com muitas palestras interessantes abordando o temas relacionados a teste e qualidade de software. Minha participação será no dia 25/10/2016 às 21:00.

Inscreva-se em: http://www.qaninjaconference.com/

 

Referências:

[1] http://www.matera.com/br/2015/05/13/aplicando-testing-dojo/

Links:

[1] https://www.youtube.com/watch?v=_Z47MztvtAs

[2] http://www.qaninjaconference.com/

Por ARIANE FERREIRA IZAC

Analista apaixonada por testes, dançarina, corredora e colecionadora de viagens! Filha de peixe (jornalista) peixinho (blogueira) é. Meu grupo no LinkedIn só poderia ser "Diário de uma paixão: Teste de Software"

Postado em: 24 de outubro de 2016

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