O conceito de “ecossistema de negócios”

No jargão corporativo, um ecossistema de negócios é definido como uma rede que engloba uma empresa e seus respectivos fornecedores, clientes e demais parceiros, em um ciclo virtuoso de geração e agregação de valor. O termo foi popularizado pelo livro “The Death of Competition: Leadership and Strategy in the Age of Business Ecosystems” (James Moore, 1996). Aos poucos, o conceito foi sendo utilizado em outras situações, sempre enfocando os aspectos de interdependência e cooperação.

Uma demonstração muito prática da importância de um ecossistema é o memorando que Stephen Elop, CEO da Nokia, enviou para os funcionários da empresa em 2007. A Nokia estava sofrendo uma perda de mercado para os concorrentes Apple e Google (Android), e ele fez um diagnóstico impressionante pela precisão: “A batalha de dispositivos tornou-se uma guerra de ecossistemas, onde os ecossistemas incluem não só hardware e software do dispositivo, mas os desenvolvedores, os aplicativos de comércio eletrônico, publicidade, pesquisa, aplicativos sociais, serviços baseados em localização, comunicações unificadas e muitas outras coisas. Nossos concorrentes não estão levando o nosso market share dos dispositivos, eles estão levando a nossa participação em todo um ecossistema. Isto significa que nós vamos ter de decidir se queremos construir, estimular ou aderir a um ecossistema”.*

Quais as motivações que levam as empresas a participar ou a liderar o desenvolvimento de um ecossistema? Aqui temos, basicamente, uma convergência de forças atuando na economia atual:

  • foco no “core business”: necessidade da empresa focar no que ela faz bem e contar com fornecedores ou parceiros para todo o resto;
  • colaboração em massa: movimentos como a comunidade “Open Source” e a Wikipedia comprovaram a força do trabalho voluntário e colaborativo;
  • novas vantagens competitivas: consumidores com acesso cada vez maior à informação pressionam as empresas a lançar produtos e serviços cada vez mais atrativos, em termos de preço, qualidade, funcionalidade e vantagens agregadas.
Os ecossistemas permitem às empresas não apenas a otimização dos seus processos de negócio, mas também enriquece o processo de concepção e desenvolvimento de novos produtos e serviços. Esse fenônemo é chamado “Inovação Aberta” (Open Innovation) e foi descrito no livro “Open Innovation: The new imperative for creating and profiting from technology “ (Henry Chesbrough, 2003). No conceito “antigo”, de inovação fechada, todas as etapas para a criação de um novo produto e serviço aconteciam dentro da empresa (que ficava com todos os eventuais benefícios mas também assumia sozinha os custos e os riscos dessas inovações). No modelo de inovação aberta, essas etapas de criação se comunicam com o ecossistema ao redor, podendo receber insumos gerados por outras empresas como também gerando resultados que podem ser aproveitados por outras empresas. O resultado global desse processo é compartilhamento de conhecimento e também de riscos, e maior velocidade entre o início e o final do processo.
.
Finalmente, pode-se falar de ecossistemas de natureza geográfica, cujo exemplo mais famoso é o Vale do Silício, na Califórnia. Naquela região, formou-se uma combinação de universidades, centros de Pesquisa & Desenvolvimento, “venture capitalists” e empresas inovadoras, resultando em um ambiente extremamente propício para o desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços de alta tecnologia. A cidade de Campinas/SP, onde está situada a matriz da MATERA Systems, ganhou o apelido de Vale do Silício Brasileiro por agregar as mesmas características da região norte-americana, sendo referência no país em produção de alta tecnologia.
*Tradução livre. Mais informações em: engadget.com

Por MATERA SYSTEMS

Postado em: 01 de junho de 2012

Confira outros artigos do nosso blog

MATERA patrocina Software Experience 2017

05 de outubro de 2017

Caue dos Santos Pereira

Nova diretoria de Inovação e Negócios da MATERA busca parcerias

20 de abril de 2017

Vania Hoshii

Retrospectivas Bombásticas – Keep Talking and Nobody Explodes

17 de março de 2017

Bruno Gonçalves Zanutto

Prato de hoje: Retrospectiva

02 de fevereiro de 2017

André Suman

Deixe seu comentário