O desafio de liderar as diferentes gerações

Será que existe alguma diferença na maneira de liderar as diferentes gerações? Será que o gestor precisa de algum conhecimento a mais, ou de técnicas diferenciadas para manter uma equipe de profissionais X ou Y?” Essas perguntas ficaram na minha cabeça enquanto buscava material para embasar esse assunto e eu encontrei diferentes respostas durante a pesquisa.

Só para citar as que mais chamaram atenção, alguns autores afirmam que os jovens adultos da geração Y (os chamados millennials) são muito imediatistas e até ansiosos, muito focados quando fazem o que gostam e totalmente sem foco quando não, apresentam um certo nível de rebeldia dentro do ambiente de trabalho, entre muitos outros rótulos. Um deles dizia até para “não contrariar essa geração, pois não gostam de ouvir que estão errados”. Fiquei pensando sobre essas características e achei essa descrição um tanto quanto limitante. Como será que esse líder se comunicou com seu liderado para que ele não gostasse de ouvir o que estava sendo dito?

É importante destacar o fato de que todo papel de liderança exige uma mudança de mindset e atitudes voltadas à equipe e à organização como um todo, assim como um membro da equipe no papel de liderado precisa estar engajado e se sentir parte integrante do time, independente da idade ou geração.

liderando gerações
As diferenças históricas, pessoais e acadêmicas que modificaram o desenvolvimento do mercado de trabalho e da maneira de se trabalhar das empresas são um fato inegável! Assim como é fato que independentemente da idade do profissional, tenha ele 20, 40 ou 60 anos, estamos falando de pessoas! E dando a devida atenção à esses profissionais, encontrei também durante minha pesquisa algumas observações que vão além do “ranking geracional” que estamos vivenciando e servem como um bom norteador do que seria mais próximo do “ideal”:

  • Os profissionais se sentem importantes quando sabem que sua presença foi decisiva para que determinado processo funcionasse. Assim como gostam de ser pontuados quando não estão indo pelo caminho ideal. O “feedback” é parte fundamental de qualquer relação, principalmente tratando-se do ambiente profissional.
  • Comunicação é imprescindível! Uma boa comunicação, realizada pelos meios adequados à situação, é capaz de tirar dúvidas sobre as etapas do trabalho, sobre a maneira como a empresa funciona, as possibilidades de carreira, entre muitos outros pontos importantes. Além disso, evita frustrações (tanto da equipe, quanto do líder).
  • Assim como falar da maneira correta é importante, ouvir também é! Quando se está disposto, atento e aberto à novas ideias e pontos de vista, muitas coisas podem ser melhoradas e aprendidas.
  • O ambiente de trabalho é um lugar formal, mas não precisa ser restritivo. A abertura nas relações, o respeito e a troca de experiências entre os profissionais de diferentes níveis hierárquicos são de muita valia ao desenvolvimento da empresa e também das pessoas inseridas nela!
  • Demonstrar confiança que o profissional conseguirá concluir um novo desafio ou tarefa que fuja da rotina pré-estabelecida, as vezes é muito mais estimulante e reforçador do que apenas ganhos materiais.

Por fim, não será um manual pronto que dite as regras ou o “passo a passo” sobre como agir que irá facilitar as relações entre os profissionais das diferentes gerações! O  bom e velho “faça com os outros o que gostaria que fizessem com você” continua cabendo em diversas situações, inclusive nessa!

 

Por TATIANA ARAUJO

Uma nerd que foi para Humanas, quase Psicóloga e apaixonada por RH. Gosto de olhar para o outro como um conjunto de experiências, emoções e conhecimentos! Considerar as pessoas como um todo é o que mais me faz gostar da minha profissão!

Postado em: 30 de novembro de 2016

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