O open banking é uma ameaça aos bancos?

Realidade no Brasil, o open banking cria uma série de oportunidades de negócio. Entenda como os bancos podem aproveitar a abertura de dados para crescer

Em um mercado nacional que conta atualmente com cerca de 150 bancos, no qual os 5 maiores dominam, como os outros 145 podem ganhar mercado e se diferenciar? Para os 5 primeiros, o open banking se torna uma ameaça, pela ótica de perda de sua posição amplamente dominante para outras instituições que aproveitem esse movimento. No entanto, se essas grandes instituições se adaptarem a essa nova realidade, o open banking pode gerar diversas oportunidades, devido a estrutura que possuem e ao alcance de suas marcas. Para os outros 145 bancos, de pequeno e médio porte, essa é uma grande oportunidade pois chacoalha o mercado e abre uma série modelos de negócios inovadores a serem explorados.

 

A principal oportunidade para o mercado de bancos está exatamente onde muitos achavam que estava a principal ameaça: nas Fintechs! Em 2017, o número de fintechs cresceu em 36% no Brasil, sem contar o crescimento de fintechs já estabelecidas como o Nubank, com atualmente 4 milhões de cartões de crédito ativos. Nesse mercado de crescimento extremamente acelerado, as fintechs demandam serviços financeiros e utilizam toda infraestrutura e expertise dos bancos para contar com esses serviços. Esse é justamente o conceito de bank as a service ou bank as a platform:  a grande oportunidade de, em um piscar de olhos, um banco passe a ter 10 milhões de clientes ativos por meio de uma parceria com uma fintech.

 

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Como criar o meu modelo de negócio com open banking?

A palavra que geralmente aborda as inovações com o Open Banking é a “segurança”. A partir do momento em que se diz que o open banking refere-se à abertura dos dados bancários, muito ficam com medo do que isso pode gerar. Porém, esse medo se torna satisfação quando há um benefício trazido através dessa abertura. Por exemplo, você acaba de abrir uma conta em uma fintech de gestão financeira e, para que o serviço seja entregue da melhor maneira, você precisa que essa fintech tenha acesso ao extrato da sua conta bancária. Se você abriu sua conta na fintech, é porque não vê problema algum nesse acesso. Perante a sua liberação e a parceria entre a fintech e o seu banco, você consegue aproveitar tudo de melhor que essa experiência tem a oferecer, além do que a aliança banco+fintech coleciona benefícios. Para que isso ocorra, é necessário uma camada de APIs que conectam ambas, que no caso da Plataforma Matera é chamada de Camada Open Banking. Além disso, torna-se necessário um API Gateway para garantir a segurança e gerenciabilidade de todos os dados que trafegam entre as empresas.

 

O banco, acima de tudo, precisa restabelecer um bom relacionamento com o seu cliente. Atualmente, para o brasileiro comum, o banco é sinônimo de juros abusivos, atendimento ruim e burocracia; Por outro lado, as fintechs são sinônimo de bom atendimento, taxas mais baixas e agilidade. Dessa forma, as instituições financeiras precisam mostrar que estão ali para colaborar com a vida financeira do seu clientes, se posicionando de uma maneira inovadora, sem deixar de gerar receita.

 

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Por CAUE DOS SANTOS PEREIRA

Bacharel em Publicidade e Propaganda com ênfase em Marketing pela PUC Campinas, com especialização em Gestão Estratégica da Inovação pela Unicamp. É especialista em gestão de marcas, inovação aberta, posicionamento produtos e empresas, estratégias de marketing e inovações no mercado financeiro.

Postado em: 11 de junho de 2018

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