O que eu aprendi como voluntário no projeto do Boldrini

Compartilho com todos minha experiência pessoal no projeto Gente em Ação. Sou voluntário no grupo do Boldrini e confesso que nesse pouco tempo já pude viver algumas experiências interessantes e intensas.

Quando se fala em trabalho com o Boldrini a primeira coisa que nos vem a cabeça é ajudar as crianças. Sentar, brincar, carregar, enfim, fazer uma delas sorrir em meio às suas dificuldades. O projeto me deu uma outra visão: Não foi para isso que eu fui escalado. Olhando para os desafios que eles tem, descobri que o meu papel é outro, não menos importante, mas é outro. Pode até ser que em algum momento eu tenha algum tipo de contato direto com as crianças, mas nesse momento meu papel é ajudar a encontrar as melhores pessoas para ajudar as crianças, suas famílias, médicos, enfermeiros e quem mais for preciso. Quando tive a real noção disso tudo é que entendi qual seria o meu papel.

Nosso projeto consiste em implantar um sistema de cadastro de currículos, ou seja, ajudar a selecionar pessoas que, cada uma no seu papel, trarão conforto, esperança, conhecimento, alegria, alimentação e o que for preciso para as crianças. Enfim, eu vou ajudá-las a ter alguém para brincar, carregar, sorrir…..  Lá a realidade é outra. Lá os que estão em tratamento estão com baixa resistência, suscetívies a outras doenças, então, tudo é risco. Lá a prioridade é outra. Eu posso até mandar meu currículo e quem sabe ser selecionado para assumir outro papel, mas nesse momento, eu preciso implantar um sistema de RH porque é isso que eles precisam de mim.

Eu achava que para ser voluntário bastaria me inscrever.  Não, é muito mais do que isso. Como profissional de tecnologia, perguntei quantos currículos eles recebem num período para dimensionar o tamanho do banco de dados, imaginando que a resposta seria uns 1.000 por ano. O que recebi como resposta foi 1.000 currículos por semana. Dá para imaginar o trabalho que esse pessoal tem para fazer a triagem? Como selecionar os melhores para cada função?

Pensei que para colocar um sistema lá bastava eu ter boa vontade. Não basta, é preciso mais do que isso. Eles tem critérios bem definidos para instalação de software, possuem limitações, e também já tiveram algumas experiências mal sucedidas e são bastante seletivos com seus candidatos a fornecedores. Nosso grupo ter sido aceito para fazer esse trabalho é uma honra.

Enfim, aprendi que tenho muito mais a aprender do que a ensinar,  que muitas vezes nosso papel é diferente do que prevíamos e que a realidade é bem diferente da que imaginamos.

Se você tem interesse em viver essas experiências, venha fazer parte do grupo. Provavelmente não vai ser como você imagina, vai ser muito melhor.

Por TAMIRIS FERNANDA CELLA

Jornalista e pós graduada em Serviço Social e Gestão de Projetos Sociais. Materana desde 2011 e aproveitando a oportunidade de exercer o voluntariado por meio da Responsabilidade Social e Sustentabilidade, através do Projeto Gente em Ação.

Postado em: 20 de janeiro de 2012

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