Os sabotadores da inovação e do empreendedorismo – O Ecossistema

Este é o último post da série “Os sabotadores da inovação e do empreendedorismo”.

Da sequência de posts, que incluem “Os sabotadores da inovação e do empreendedorismo – A auto sabotagem” e “Os sabotadores da inovacao e do empreendedorismo – O Sabotador“. E agora iremos finalizar com “O ecossistema”.

Se você ainda não leu os artigos anteriores, leia. Vale a pena!

Em 2014 uma empresa responsável por contribuir com as startups brasileiras, a “Startupi”, publicou uma lista com os empreendedores que mais contribuíram para o ecossistema e junto com essa lista foi publicado um tópico listando “O que falta ou seria bom ter mais no ecossistema” e foram elencadas 8 necessidades principais: +Investimento; União; Menos ego; Cases de sucesso; + programas de incentivo; Conteúdos técnicos; + Divulgação e + Mentores. Em 2015 a pesquisa se repetiu e podemos observar que as necessidades continuaram.

Porém me parece que o ecossistema de empreendedorismo e inovação necessita de algo ainda maior.

Para entender como o ecossistema empreendedor pode ser melhorado, nós entrevistamos o gerente da área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da MATERA, Alexandre de Souza Pinto.

Bruno Miller: Atualmente vemos eventos com intenção de reunir empreendedores e investidores para trocarem experiências e construir negócios. Para você, o quanto esse modelo de evento é sustentável ao ecossistema, a ponto que os empreendedores cheguem a implementação da ideia?

Alexandre de Souza Pinto (Gerente de P&D da MATERA): A existência de um “ecossistema de inovação e empreendedorismo” é fundamental para que, de forma consistente e sustentável, start-ups possam surgir e ter sucesso. No Vale do Silício, temos o exemplo clássico deste tipo de ambiente. As relações existentes entre empreendedores, investidores, universidades, institutos de pesquisa e grandes empresas nesta região do norte da Califórnia proporcionaram um ecossistema único que, desde a década de 30 do século passado, tornou-se “berço” de dezenas e dezenas de empresas muito bem sucedidas. Tentar replicar o ambiente do Vale do Silício é tarefa complexa, e provavelmente inviável, dadas as diferenças de cultura, contexto econômico, marco legal, etc. Devemos buscar aqui no Brasil construir ecossistemas compatíveis com a nossa realidade e, neste aspecto, considero os eventos de “networking” entre empreendedores, investidores, empresas, academia, etc. muito saudáveis. Um ecossistema de empreendedorismo vai muito além da organização deste tipo de encontro mas estes são fundamentais para as novas gerações de empreendedores, que têm a chance de entrar em contato com empresários e investidores, aprender com sua experiência e, quem sabe, iniciar algum tipo de parceria.

Bruno Miller: Existe um projeto chamado CUBO, que tem como objetivo conectar os diversos atores do ecossistema e fomentar o empreendedorismo. Como as empresas privadas podem transformar a cultura empreendedora? Existe alguma participação da MATERA nesse seguimento de incentivo ao empreendedor?

Alexandre de Souza Pinto: Cada vez mais o desenvolvimento econômico dos países está relacionado com a sua capacidade de inovar. As empresas estabelecidas podem e devem ajudar a fomentar este ecossistema pois têm recursos (humanos, financeiros, tecnológicos) para tal e certamente serão beneficiadas direta, por meio de parcerias/inovação aberta, ou indiretamente, com o maior progresso da economia nacional. A MATERA tem procurado incentivar esta transformação – patrocinamos eventos como o Desafio Unicamp de Inovação Tecnológica e, recentemente, também criamos um canal de comunicação para start-ups que tenham interesse em estabelecer uma parceria com a MATERA (http://www.matera.com/br/empresa/startups). Por sinal, em maio deste ano, nos associamos à primeira start-up, que oferece soluções de software para logística.

E para você? Quais são as características do ecossistema que poderiam ter? Quais podem ser melhoradas?

Por BRUNO MILLER

Postado em: 25 de junho de 2015

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