Para que servem os índices de popularidade das linguagens de programação?

A escolha de uma linguagem de programação para o desenvolvimento de um projeto ou de um produto de software é uma tarefa extremamente complexa.

Há um grande número de fatores que podem influenciar essa decisão, dentre eles:

  • produtividade dos desenvolvedores, com base nas ferramentas disponíveis no mercado e na facilidade de geração dos artefatos (telas, processos, relatórios, APIs, etc);
  • vantagens competitivas que podem ser obtidas pelo uso da linguagem e das tecnologias correlatas, como por exemplo independência de plataforma, portabilidade em diferentes dispositivos, uso via web, facilidade de integração, etc;
  • futuro da tecnologia, medido em termos das perspectivas daquela linguagem e das empresas que a suportam;
  • atratividade da linguagem para as equipes envolvidas, na medida em que há interesse em adquirir o conhecimento e ter a experiência no currículo;
  • retorno do investimento, que seria uma medida combinada dos itens citados acima e de outros com relação menos direta.

Todas essas questões se refletem na comunidade de empresas de software e nas tendências que determinam o prestígio ou a popularidade das linguagens. Há empresas que avaliam essas tendências, principalmente a partir de pesquisas em “search engines” da Internet, monitorando assim as variações no uso e no interesse dessas linguagens. Desnecessário dizer que essa abordagem é muito criticada -principalmente pelas empresas e indivíduos que têm interesses em uma ou outra linguagem- como sendo incompleta e até mesmo parcial.

No entanto, a única maneira de ter uma medição precisa dessa popularidade e utilização (em termos de desenvolvedores que usam determinada linguagem ou do número de horas empregado na produção dos componentes de software) seria ter acesso direto ao ambiente das empresas que atuam no desenvolvimento de software, o que é claramente impraticável. Considerando ainda que a Internet é cada vez mais uma plataforma de desenvolvimento e inovação (ou seja, o desenvolvimento de software é outra atividade que está migrando para “a nuvem”), essa medida de popularidade parece ser a melhor possível ao nosso alcance.

Podemos citar dois índices muito populares:

Esses resultados são públicos, embora haja serviços pagos que fornecem informações mais detalhadas.

A respeito das tecnologias empregadas nos produtos da MATERA (principalmente Java e PL/SQL), podemos fazer as seguintes observações. A linguagem Java está isolada na primeira colocação, tendo por volta de 17% de popularidade (um pouco à frente de C). Um pouco abaixo dos 10% (e aqui os índices apresentam uma boa discrepância), estão outras linguagens semelhantes, como Objective-C, C# e C++. Ainda dentro do grupo das 10 linguagens mais citadas, porém com popularidade abaixo dos 5%, temos Visual Basic, PHP, Python e JavaScript.

Um outro dado curioso é que PL/SQL, linguagem da Oracle para “stored procedures” (código executado diretamente dentro do Banco de Dados), está por volta da posição 15, com crescimento muito consistente nos últimos anos.

Uma possível conclusão disso é que, apesar da disseminação do padrão de aplicação em 3 camadas, ainda existe uma quantidade muito ponderável de código sendo desenvolvida para uso dentro do banco de dados.

Por MATERA SYSTEMS

Postado em: 31 de janeiro de 2012

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