Práticas de Startups que todo e-Commerce deveria aplicar: 3- MVP (Minimum Viable Product)

Você já imaginou quanto esforço é aplicado no mundo todo em atividades, produtos e serviços que ninguém usa ou dá a mínima? Sabia que cerca de 80% dos aplicativos da Apple App Store são “zumbis” e não tem 1 download sequer? Imagine quanto isso custou para ninguém usar.

Nessa série de 5 posts são apresentados os conceitos e práticas de startups que podem facilmente serem aplicadas a seu e-Commerce. Já falamos sobre Inception e Protótipos, que trazem grandes ganhos relacionados a concepção, evolução e direcionamento do seu e-commerce.

Nesse post, é abordado o MVP (Minimum Viable Product ou Produto Mínimo Viável), um conceito amplamento difundido em startups como forma de se colocar no mercado o quanto antes para observar as reações de seu público e redirecionar seu modelo de negócio de maneira eficaz.

Vale ressaltar que durante muitos anos, a indústria convencional tem construído projetos que demoram anos a serem implementados e, em geral, quando são concebidos não atendem plenamente as expectativas, geram funcionalidades desnecessárias e até frequentes problemas. Um MVP nada mais é que uma versão reduzida do seu produto final, porém funcional, utilizável e com capacidade de evolução. Essa versão reduzida deve vir com os aspectos que agregam valor ao cliente e com um gostinho de “quero mais”.

O que ter em mente sobre um MVP: menor produto possível, que possa ser feito no menor tempo aceitável para seu mercado e que tenha qualidade e agregue valor ao seu cliente final

Um exemplo simples: um MVP de um e-commerce voltado para dispositivos móveis seria uma página simples, com listagem ou catálogo de produtos para compra, uma página de checkout e algumas informações institucionais. Design minimalista? Talvez não, pois seu objetivo é observar o comportamento de compra dos seus clientes para então propor algum design inovador e novamente observar o comportamento. Nada mais que isso. A partir da observação, a próxima etapa seria priorizar os passos de evolução da plataforma. Usando o mesmo exemplo anterior, poderíamos concluir que uma funcionalidade de compartilhamento de produtos em redes sociais é algo vantajoso para o cliente e para a marca, ou mesmo que a criação de uma lista de desejos no site mobile gera valor ao permitir compras futuras e fidelização dos clientes.

Com um bom MVP, você tem abertura para propor um mínimo aceitável para seu cliente e evoluir a ferramenta com base em suas percepções, sem investir em funcionalidades que não fazem sentido ou “firulas” que custam caro, mas nesse momento não trazem retorno algum.

O MVP aliado a um bom teste A/B torna-se uma excelente maneira de aumentar os acertos em relação a concepção e evolução de seu e-commerce.

MVP é fazer o que deve ser feito de forma direta, valorizando a simplicidade. Num e-commerce, quanto mais funcionalidades, mais código precisa ser gerado, testado, avaliado, homologado, mais conversas precisam ser feitas, mais fornecedores envolvidos, mais lento o site pode tornar-se e mais zangados os clientes podem ficar por não conseguirem alcançar seu objetivo principal que é realizar a compra. Ou seja, a complexidade aumenta as fragilidades do modelo de negócio.

Logo, um MVP ataca as fragilidades do produto em relação ao seu nível de complexidade, atuando de forma a entregar o propósito de simplicidade e foco, que está muito relacionado ao conceito de Baby Steps que será apresentado no próximo post. Você verá o quanto a técnica do “Passo de bebê” pode ajudar no atingimento de objetivos do seu modelo de negócio.

Usar o MVP é uma forma de otimizar custos e focar esforço no que realmente interessa. Afinal, você não quer gastar seu tempo e dinheiro construindo algo que ninguém vai querer usar ou pagar por isso.

“Back To The Basics”

Referências:

The Ultimate Guide to Minimum Viable Product
http://scalemybusiness.com/the-ultimate-guide-to-minimum-viable-products/

What if testing was a part of the Design
http://blog.froont.com/what-if-testing-was-a-part-of-the-design/

80% dos aplicativos na App Store são “Zumbis”
http://olhardigital.uol.com.br/noticia/80-dos-aplicativos-na-app-store-sao-zumbis/43006

Por FABIANO AMARO COSTA

MATERANO na veia. Vive a cultura MATERA desde 2008 em diferentes papeis. Curte cães, carros e fotografia. Acredita na vida em comunidade, compartilhamento de ideias e experiências como forma de melhorar o mundo.

Postado em: 01 de abril de 2015

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Fabiano Amaro Costa

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