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Profissionais de TI: Ainda falta visão de mercado e sobram vagas

A MATERA foi convidada a participar de um artigo para a Revista INCorporativa sobre o mercado de trabalho para profissionais de TI. Leia na íntegra a matéria escrita por Laila Damasceno:

Especialista afirma que candidatos cada vez mais qualificados e inseridos no mercado serão as peças chave para grandes empresas. O desafio será mantê-los.

INCNão é novidade dizer que o mercado de trabalho para o profissional de Tecnologia da Informação está superaquecido. Existem cada vez mais empresas na área e as ofertas de vagas são muitas. No entanto, muitas vezes é difícil encontrar um candidato realmente qualificado e que fuja da formação técnica e unilateral que é predominante entre parte das instituições de ensino.

Apesar da grande demanda, ainda faltam pessoas realmente qualificadas para essa área – tendo “realmente qualificadas” como aquelas que entendem o negócio da empresa e são capazes
de desenvolver sistemas aderentes e diferentes estratégias. Uma justificativa para isso seria que alguns saem da faculdade tendo uma visão predominantemente técnica, enquanto as empresas buscam alguém que consiga ter uma percepção ampla de negócio, que possa ir além do que é proposto e que consiga sugerir novas formas de trabalhar.

Aqueles que são mais criativos e inovadores levam vantagem e se tornam peças chave. Luciana Estruque, gerente de RH da MATERA Systems, acredita que a raiz desse problema está na formação destes profissionais. “Muitas vezes o estudante não é instigado a ter uma visão ampla, ser criativo, a entender não só de tecnologia, mas do negócio como um todo. Por outro lado, ele se vê inundado com um turbilhão de informações, as quais muitas vezes não está familiarizado, e sua tendência ‘natural’ é seguir por onde se sente mais confortável”, afirma.

Outro problema apontado pela gerente é que o preparo técnico em demasia resulta em estudantes que saem da universidade despreparados para a realidade de mercado. A consequência disso é que as empresas se veem na necessidade de inserir esse funcionário e adaptá-lo à nova realidade. Para isso, elas já investem em treinamentos direcionados às demandas internas e assim conseguem ter resultados mais assertivos quanto à qualificação de seus colaboradores.

Com novidades e tecnologias surgindo a cada instante, em um futuro próximo as próprias empresas terão que se “especializar” em formar os seus funcionários, não como um benefício para o mesmo, mas como uma necessidade de mercado. Luciana Estruque reforça a questão: “Não há como as universidades capacitarem seus alunos para as diferentes realidades das organizações, como valores, missão e estratégia, o que significa que não há como fugir desta responsabilidade. E sabemos que esta é uma preocupação da área de gestão de pessoas. No caso da MATERA, temos políticas formais há vários anos e nosso maior desafio estratégico é encontrar maneiras efetivas de acelerar a aprendizagem, promover o compartilhamento de informações e garantir um retorno mais rápido e eficaz para a empresa”.

A rotatividade de bons profissionais é mais uma consequência dessa ausência de mão de obra adequada, e quem realmente se encaixa no “perfil” que o mercado exige garante boas propostas. Em contrapartida, quem já conta com esses funcionários encontra o desafio de fidelizá-lo e fazer com que eles queiram fazer carreira na empresa. Geralmente, eles buscam crescimento rápido, desafios constantes e, na maioria das vezes, não têm problemas em mudar seja de empresa, atividade ou até mesmo de cidade.

Para a gerente de RH, a principal ferramenta para manter esses bons profissionais é primeiramente estabelecer uma comunicação aberta entre eles e seus respectivos gestores, tornando qualquer reclamação ou sugestão muito mais fácil de se receber e resolver. E, logicamente, é essencial ter uma boa estrutura, um plano de carreira claro, gestores qualificados e uma constante visão de crescimento e inovação.

Credibilidade também é fator fundamental para que um profissional acredite na organização em que trabalha. “A MATERA está no ranking das melhores empresas para se trabalhar em TI e Telecom desde 2008, e isso reforça nossa preocupação com nossas políticas de Gestão de Pessoas.”, enfatiza.

O futuro para essa área tende a ser ainda mais concorrido e acirrado, portanto caberá às próprias empresas o desafio de desenvolver as melhores estratégias e soluções para contar com os melhores funcionários, para o bem de seus próprios negócios.

Por LUCIANA ESTRUQUE

Psicóloga, corredora, apaixonada por desafios. Acredito que a nossa principal missão é cada dia ser melhor e com isso ajudar o outro a ser melhor. O melhor que posso ser. Estamos sempre em evolução, e isso é o que torna a vida mágica.

Postado em: 13 de fevereiro de 2013

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