PSD2: como o Open Banking foi regulamentado na Europa

Entenda os detalhes da regulamentação que aumentou a competitividade na Europa e está na mira do Banco Central no Brasil.

O Open Banking no cenário internacional já é tratado há algum tempo e na Europa o assunto já está amadurecido. Chamada de PSD2 (Payment Services Revised Directive, na tradução Diretiva Europeia de Serviços de Pagamento), a regulamentação criada pela União Europeia define que os bancos europeus deverão abrir suas plataformas, permitindo o acesso a informações por terceiros autorizados pelos próprios clientes, por intermédio de APIs. A regulamentação estabelece dois novos tipos de prestadores de serviços financeiros:

 

  • AISP:  na tradução “Provedores de Serviços de Informação de Conta”, são serviços que são oferecidos por empresas que têm contato com as informações financeiras do usuário para análise e controle de gastos, análise de crédito e gestão consolidada de contas bancárias.

 

  • PISP: na tradução “Prestadores de Serviços de Iniciação de Pagamento”, são serviços que iniciam o pagamento em nome do usuário como transferências peer-to-peer ou pagamento de contas.

 

PSD2: como o Open Banking foi regulamentado na Europa

 

Para que o PSD2 promovesse a competitividade do mercado, algo muito importante foi criado: a definição de um padrão para as APIs.  Por exemplo, o soquete de uma lâmpada possui um padrão e este permite que todos possam criar as mais inovadoras lâmpadas, desde que respeitem o padrão de conexão estabelecido. Imaginem se houvesse vários tipos de soquetes: uma empresa teria que pensar muitas vezes antes de entrar nesse mercado, pois deveria criar, para cada lâmpada, uma nova adaptação ao soquete. Trazendo para o contexto do mercado financeiro nacional, imagine o Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa e Santander, cada qual com o seu “padrão” de API.

 

Uma fintech teria que criar uma chamada para o “padrão” estabelecido por cada banco. No caso do PSD2, há um único padrão ao qual todas as instituições devem seguir. Muito mais que open banking, isso é “open field”, um mundo de oportunidades em um mercado aberto e regulamentado. Esse movimento promove a competição no mercado financeiro e coloca o poder nas mãos dos consumidores que, por sua vez, poderão escolher de quem irão consumir cada tipo de serviço financeiro.

 

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Por CAUE DOS SANTOS PEREIRA

Bacharel em Publicidade e Propaganda com ênfase em Marketing pela PUC Campinas, com especialização em Gestão Estratégica da Inovação pela Unicamp. É especialista em gestão de marcas, inovação aberta, posicionamento produtos e empresas, estratégias de marketing e inovações no mercado financeiro.

Postado em: 11 de junho de 2018

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