Quais as qualidades de um bom Analista de Teste?

Tenho certeza que você já ouviu frases como “aquele ali não tem perfil de testador”, “quem desenvolve não tem skill para testes”, mas qual seria o perfil de um testador? Eis o enigma!

A ideia desse post é refletirmos sobre algumas qualidades de um bom analistas de teste. Quais são os pontos fortes que fazem a diferença em um bom testador? Listarei 6 características importantes para formarmos o skill de um ótimo analista de teste, as que digamos são cruciais para “se dar bem nisso”. Mas chega de enrolação, vamos aos pontos levantados:

1) Como em toda profissão para ser bom no que faz, é necessário gostar do que faz. Pode parecer óbvio, no entanto, nem sempre isso acontece. Goste de testar, vibre quando encontrar erros e principalmente quando vê-los corrigidos. Sinta satisfação em ver o que testou liberado com uma boa qualidade para os clientes. São pequenos detalhes que motivam no seu dia-a-dia você desempenhar seu papel cada vez melhor.

Qualidade_dos_Analistas_de_testes_MATERA
Goste do que faz [1]

Uma vez disse uma frase que nunca esqueci “eu vivo o que eu faço” e de fato é assim, é isso que faz a diferença no que você faz.

2) Ser detalhista, não somente na escrita dos casos de teste, mas na verificação da documentação, levantando o maior número de cenários possíveis para execução dos testes. Procurando uma nova validação a cada linha do documento que é lido. Identifique possíveis “brechas” de situações que precisaríamos prever, para garantir que haverá tratamento para esse ponto no código. Não esqueça de escrever o caso de teste desses cenários levantados.

perfectionist_j_1348281cl-8
Seja detalhista [2]

3) Ser “farejador”. Já ouviu falar que quem testa tem faro para o erro? Isso é verdade, às vezes até quando executamos de forma diferente do que foi previsto acabamos nos deparando com algum erro que não foi tratado como deveria. Costumo usar o termo “acho erro até sem querer”, ouvirá o termo “feeling para teste” também.

Rex Diários - farejador
Seja farejador [3]

4) Ser observador e curioso, ter interesse em conhecer sobre o negócio. Imagine que o analista de teste está entre as duas pontas, devemos pensar tecnicamente e como um usuário, é necessário haver um equilíbrio entre eles.

bebe
Seja observador e curioso [4]

De um lado a parte técnica, ou seja, a estrutura que será desenvolvida, procedures que serão chamadas para executar o processo, as tabelas em que as informações serão armazenadas, os dados que deverão ser gravados, etc. E em contrapartida é necessário que se coloque no lugar do usuário que utilizará o sistema, pensando em funcionalidade, usabilidade, se o que foi desenvolvido atende o que foi especificado.

Seja curioso em querer aprender mais sobre o que faz também, novidades que surgem sobre teste, tente trazer coisas novas para sua rotina, pensando sempre em aprimorar seu trabalho.

5) Ter boa comunicação e objetividade para reportar os defeitos.

Quanto mais claro e objetivo for menor será o “ruído” de sua comunicação. Visando otimizar o tempo em reportar todos os casos e depois ter que explicar para o desenvolvedor do que se trata cada erro lançado para que ele possa reproduzir o defeito.

comunicacao
Tenha boa comunicação e seja objetivo [5]

Quanto mais evidências anexar no report de seu defeito, prints de telas, logs, detalhamento dos passos para que seja reproduzido em seu ambiente mais fácil será para o desenvolvedor encontrar e corrigir o erro reportado.

6) Ser crítico, questionar sobre as coisas, posicionar-se diante de situações são características importantes em um testador também.

Não tenha medo de expor suas idéias, de perguntar sempre que houver dúvida, mais uma vez, parece óbvio, mas muita gente se intimida e acaba não levantando questões importantes muitas vezes por vergonha de fazer perguntas tolas (que é uma tremenda bobagem, não existe pergunta boba, se for para o entendimento, toda pergunta é valida). Assim, acabam inciando os casos de testes sem segurança no que estão escrevendo, isso é um perigo! Pode colocar em risco o projeto por no meio do caminho perceber que o que foi levantado para testar está diferente do proposto, ou quando começou a validar, aquela pulguinha que estava atrás da orelha “estourou erro na tela ou falha no processo” que poderiam ter sido evitados com antecedência, e isso implicará em retrabalho e consequentemente retestes.

Fique atento! Nada de andar com pulgas atrás da orelha!

A-importancia-do-sendo-critico-d
Seja critico e posicione-se [6]
A junção de todos esses pontos contribuem para que você seja um ótimo analista de teste.

Achou que poderia ter ressaltado mais algum ponto? Levante essa questão e vamos falar sobre isso!

Referências

[1] Créditos da imagem: http://www.shutterstock.com/

[2] http://www.rodrigooller.com/autocontrole/mania-de-perfeicao/

[3] http://2.bp.blogspot.com/-h69p-RHd-34/UR1XPPCMAeI/AAAAAAAARI4/PUeSh6bzabg/s1600/Rex+Dia%CC%81rios+-+farejador.png

[4] http://www.achetudoeregiao.com.br/noticias/saude0011.htm

[5] http://toda-comunicacao.blogspot.com.br/2011/10/pesquisa-de-clima-contribui-para.html

[6] http://toda-comunicacao.blogspot.com.br/2011/10/pesquisa-de-clima-contribui-para.html

Por ARIANE FERREIRA IZAC

Analista apaixonada por testes, dançarina, corredora e colecionadora de viagens! Filha de peixe (jornalista) peixinho (blogueira) é. Meu grupo no LinkedIn só poderia ser "Diário de uma paixão: Teste de Software"

Postado em: 29 de abril de 2015

Confira outros artigos do nosso blog

REST não é JSON

21 de agosto de 2017

Bruno Sofiato

[Webinar] Profile de aplicações Java com Oracle Mission Control e Flight Recorder

24 de julho de 2017

Danival Calegari

Criando Mocks de serviços REST com SoapUI

27 de junho de 2017

Monise Costa

JavaScript 6: diferença entre var, let e const

09 de maio de 2017

Otávio Felipe do Prado

Deixe seu comentário