Qualidade e Melhoria Contínua

Historicamente o conceito de qualidade tem sido compreendido como “atender a uma especificação” ou “conjunto de funcionalidades”, ou “eficiência” ou mesmo como “não apresentar falhas”.

Faz parte do nosso dia-a-dia dizer que algo tem mais ou menos qualidade que outra coisa com base nesses aspectos. Por exemplo, alguém pode afirmar que um carro com diversos opcionais tem mais qualidade que um modelo popular simples, já outra pessoa pode dizer que um carro é melhor que outro porque consome menos combustível.

Atualmente a interpretação mais aceitável de qualidade tem sido: “atender as exigências dos clientes”. [1]

O resultado prático tem sido a entrega de produtos e serviços mais adequados às reais necessidades dos clientes, e que são melhorados continuamente, não só os produtos e serviços, mas também os métodos e processos, ferramentas e competências que os entregam. Nesse contexto a capacidade da empresa de identificar oportunidades de melhoria e tirar real proveito delas ganha especial importância.


De forma resumida, o tema Qualidade está diretamente relacionado à disciplina Melhoria Contínua.

O ingresso na jornada da melhoria contínua não é trivial, mas existe bastante conhecimento desenvolvido e compartilhado nessa área. Em termos gerais, os direcionamentos mais relevantes são:

  1. Fomentar a proposição de trabalhos ou projetos de melhoria
  2. Analisar e estruturar as propostas
  3. Aplicar critérios de priorização
  4. Implementar os projetos de forma sistemática
  5. Medir os resultados para evidenciar os ganhos

Cada uma das etapas acima tem um conjunto de trabalhos específicos a serem realizados, com suas próprias dificuldades e desafios e existem ferramentas que nos ajudam a identificar, gerenciar, medir e implementar projetos de melhoria. As mais difundidas são: MASP, PDCA, Lean, Kaizen, Six Sigma, Kanban, SIPOC, BPM, VSM, KPI, PMI, SCRUM, etc.

Essas ferramentas podem cooperar entre si e o importante é que cada empresa componha sua própria caixa de ferramentas, de acordo com sua maturidade em gestão de qualidade e os problemas que enfrenta.

O gráfico abaixo sugere a aplicação de ferramentas para diferentes tipos, tamanhos e complexidade de projetos de melhoria:

gráfico_fernanda
Figura 2 – Tipos de ferramentas para projetos de melhoria em função da complexidade e impacto para o negócio

A experiência da MATERA nessa jornada da melhoria contínua tem trazido resultados significativos, com ganhos não só em qualidade como também em produtividade. Colhemos benefícios tanto no desenvolvimento e manutenção dos produtos quanto na prestação de serviços.
Podemos compartilhar que as mudanças exigem gestão estratégica, engajamento da liderança, uso de ferramentas e envolvimento dos colaboradores.

Referências:
[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Quality_(business)

Links Externos:
PDCA
MASP
Lean
Kaizen
Six Sigma
Kanban
SIPOC
BPM
VSM
KPI
PMI
SCRUM

Por EMILSON MARGOTO

Postado em: 12 de dezembro de 2014

Confira outros artigos do nosso blog

Nova diretoria de Inovação e Negócios da MATERA busca parcerias

20 de abril de 2017

Vania Hoshii

Páscoa Feliz 2017

18 de abril de 2017

Tamiris Fernanda Cella

Hackathon Internet Banking: UI/UX + APIs

15 de março de 2017

Pedro Farci

Three laws that enable agile software development

09 de março de 2017

Celso Gonçalves Junior

Deixe seu comentário