Redes – Uma nova visão para a inovação

O todo é maior que a soma das partes!

Essa é uma frase que gosto muito e que tenta apresentar de forma clara a importância da estruturação de redes (interpessoais, interorganizacionais, etc) no desenvolvimento de todo o tipo de organização, assim como e principalmente, no desenvolvimento de uma estrutura efetivamente de inovação.

Para isso é importante entender o conceito que estamos usando de redes.

Vamos analisar o conceito de redes numa visão empresarial. Em uma análise “tradicional” da administração temos a empresa focando seus esforços por uma perspectiva de autonomia e isolamento, analisando os impactos dos meios sobre ela e olhando a empresa a partir dos seus próprios recursos e competências. Essa visão tem se tornado cada vez mais ultrapassada, e dando espaço a uma visão da empresa como parte de redes estratégicas, redes essas de alcances variados, que vinculam a empresa horizontalmente e verticalmente às outras organizações, como fornecedores, clientes, parceiros, concorrentes e outros tipos de entidades [1]. Esse mesmo conceito de uma rede pode ser aplicado em diversos outros aspectos, como, por exemplo, em projetos pessoais.

Mas o que a inovação e a frase do início do texto tem a ver com isso?

O novo surge a partir da junção de perspectivas, competências e experiências das mais diversas possíveis. A aplicação de coisas já conhecidas em ambientes diferentes da aplicação comum favorece a inovação. A necessidade de inovação, exige que sejamos capazes de conciliar competição e cooperação, autonomia e interdependência para o desenvolvimento sinérgico das competências dos membros da rede [1].

Numa rede, o processo de inovação surge do compartilhamento de conhecimentos multidisciplinares, da reflexão sobre experiências, e do aprendizado pela interação e experimentação [2]. Alguns estudos, inclusive, ([3], [4] e [5]) indicam que a intensidade de interação em rede está positivamente correlacionada à geração de inovações.

Sendo assim, a análise e o desenho de intervenções para esse tipo de rede inter organizacional requer uma metodologia caracterizada pelo foco nas interações, no diálogo e na difusão do conhecimento entre os agentes, ao contrário do foco convencional nas suas características isoladas [6].

O estudo de análise de redes está cada vez em alta, assim, estruture e entenda a sua rede, aproveite dela o melhor, aumente as conexões e, principalmente, identifique os nós da rede que são mais interessantes para os seus negócios. Entenda essa nova estrutura e passe a fazer parte do todo e não apenas um ponto isolado não incorporado e não beneficiado por essa grande massa!

Referências

[1] Quandt, C. O. (2012). Redes de cooperação e inovação localizada: Estudo de caso de um arranjo produtivo local. Revista de Administ ração e Inovação, São Paulo, v. 9, n. 1, p.141-166, jan./mar . 2012.

[2] Berry, A. (1997). SME competitiveness: the power of networking and subcontracting. Washington, D.C.: Inter-American Development Bank.

[3] Bengtsson, M., & Sölvell, Ö. (2004). Climate of competition, clusters and innovative performance. Scandinavian Journal of Management, 20(3), 225-244.

[4] Love, J., & Roper, S. (1999). The determinants of innovation: R&D, technology transfer and networking effects. Review of Industrial Organization, 15(1), 43-64.

[5] Macpherson, A. (1997). A comparison of within-firm and external sources of product innovation. Growth and Change, 28(3), 289-308.

[6] Camagni, R. (1995). Global network and local milieu: towards a theory of economic space. In S. Conti, E. Malecki & P. Oinas (Eds.), The industrial enterprise and its environment: spatial perspectives (pp. 195-214). Aldershot: Avebury.

Por EDGAR MAGALHÃES

Postado em: 18 de dezembro de 2014

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