T-Shaped persons – Inovadores que aliam a especialidade à empatia

Em muitos dos meus estudos sobre gestão da inovação, as questões vinculadas a liberdade criativa, empatia, interdisciplinaridade e diversidade são sempre muito levadas em consideração e motivos de estudo em profundidade. Algo que nem é tão atual, mas que entrou nos meus estudos recentemente, é um conceito muito interessante denominado de “T-Shaped persons” ou pessoas/profissionais moldadas em “T”.

Vou explicar melhor então o que é esse conceito. Entre tantos, existem dois aspectos que também são fundamentais nos profissionais envolvidos com a inovação. O primeiro e mais lógico está na profundidade de conhecimento específico a ser utilizado para o desenvolvimento da inovação. Esse indicado como o eixo vertical do T. Esse conhecimento aprofundado permite o correto desenvolvimento e a tomada adequada das decisões técnicas para a inovação. Em contrapartida, pessoas que estão envolvidas com inovação precisam ter uma habilidade de transitar por diversos temas fora da sua especialidade, interagir com pessoas de áreas e formações diferentes da sua. Essas pessoas precisam desenvolver a empatia em equipes muito interdisciplinares, adquirindo conhecimento e visão crítica sobre diversas disciplinas, disciplinas essas muitas vezes divergentes das estudadas em sua especialidade. Esse seria o eixo horizontal do T.
Aliar a interdisciplinaridade e empatia ao conhecimento especializado é uma tendência muito forte em profissionais inovadores, o que reflete na busca cada vez maior das empresas por profissionais com esse perfil. Empresas estão cada vez mais valorizando esse perfil de profissional, que, devido a capacidade de transitar por diversos temas e por questões especificas de sua área, permitem o desenvolvimento mais assertivo de projetos e de equipes cada vez mais inovadoras.
Inclusive, estudos sobre como evoluir a formação acadêmica, que hoje direcionam nossa formação para um “I”, que especializam demais a formação, para um “T”, também é um assunto muito em voga nas universidades pelo mundo. Afinal, as universidades estão formando profissionais que, no mercado de trabalho terão que lidar com diversas outras questões não atreladas as disciplinas estudadas na sua formação.
Pensando individualmente é importante se pergunta “E você? É uma pessoa “T”?” Como está desenvolvendo a sua especialidade e a sua transversalidade e empatia para o sua evolução profissional? Evoluir essas competências pode ser um diferencial muito importante no mercado de trabalho. E pensando corporativamente, sua empresa está retendo e buscando profissionais com esse perfil? Empresas verdadeiramente inovadoras precisam cada vez mais de perfis desse tipo para alavancar o seu desenvolvimento, propiciando inovação e resultados cada vez melhores.

Por EDGAR MAGALHÃES

Postado em: 12 de março de 2015

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