Um Pouquinho de Debêntures

Como já há muito tempo nossos avós já sabiam, premissa imprescindível para uma vida financeira equilibrada é gastar, no máximo, o que ganhamos.

Se pudermos gastar menos do que recebemos aí sim podemos diminuir nossas preocupações neste assunto.

E se pudermos investir o que sobrar, especialmente nestes tempos de taxas de juros altas, podemos caminhar em relação à tranquilidade financeira.

Dentre as muitas opções de investimentos, aplicações em títulos de Renda Fixa podem ser bastante atrativas para um perfil mais conservador.
Ao lado dos títulos mais conhecidos como CDB e RDB, assim como LCI e LCA, popularizados sobretudo nos últimos tempos, aparecem as Debêntures.
Debêntures negociadas publicamente são ativos emitidos por companhias de capital aberto com o objetivo de captar recursos para seus projetos de crescimento ou para aumentar seu capital de giro, por exemplo . Quem as têm em seu poder torna-se um credor da companhia emissora do título.
A escritura inicial de cada Debênture detalha suas características, particularmente o indexador que a corrigirá ao longo do tempo assim como seu prazo e a existência de fluxo de pagamentos intermediários (juros e amortizações). O agente fiduciário da Debênture é figura importante no processo na medida em que  representa os interesses dos debenturistas, elabora relatórios de acompanhamento e verifica o cumprimento das condições pactuadas.
Valores mínimos de aplicação para cada investidor também são definidos pelo emissor, podendo atingir R$100.000,00, R$300.000,00 ou até mais.
A fim de torná-las mais atrativas, as Debêntures costumam ter rendimentos melhores que outras aplicações de Renda Fixa tradicionais. Em alguns casos, dependendo do emissor, oferecem isenção de IR.
Como têm prazos longos, são bastante negociadas no mercado secundário, o que lhes confere liquidez. Mas fique atento o investidor que desejar resgatar seu capital antes do vencimento da Debênture: seus preços são marcados a mercado, podendo variar conforme a situação econômica no momento. Então, mesmo que o título ofereça ótimos critérios de valorização, o resgate em um momento ruim pode frustar as expectativas de rentabilidade.
Aplicações em Debêntures podem ser realizadas junto a Corretoras ou Bancos que negociem este produto. Antes disso, porém, o interessado precisa ler com atenção a escritura de emissão, as condições e riscos do negócio, avaliar a companhia emissora e levar em consideração a análise de especialistas no assunto.
Neste último quesito, a classificação de risco atribuída a cada ativo pelas agências de classificação ajuda muito.
O site debentures.com.br centraliza informações detalhadas sobre as Debêntures disponíveis no mercado, incluindo seus valores.

Sobrou um dinheirinho para o Ano Novo? Coloque a análise de Debêntures entre suas opções de investimento!

 

Por HELEN KLINGER

Postado em: 18 de dezembro de 2015

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