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Vamos de táxi?

Independentemente do tamanho de um projeto de desenvolvimento de software, podem existir alguns problemas que comprometem o andamento dele, como por exemplo, o engajamento dos stakeholders, inclusive do próprio cliente. Mas o cliente pode se questionar “Poxa… por que tenho que perder o meu tempo me envolvendo num projeto se já estou pagando alguém pra produzí-lo? Fiz o meu pedido e espero receber no prazo esperado…”. Mas será que a falta de envolvimento do cliente pode levar o projeto ao fracasso? Alguns dizem que sim, outros não…

Vejamos uma parábola muito conhecida no mundo ágil que pode exemplificar esse ponto:

O seu diretor está a caminho do aeroporto e te liga pedindo pra que você leve os documentos que serão utilizados numa reunião importante, mas ele se esqueceu de pegá-los.

Você chama o táxi e pergunta ao motorista quanto tempo levaria pra chegar ao aeroporto e o valor. O taxista, provalvemente, olharia no relógio, talvez consultaria o trânsito no caminho e lhe daria uma estimativa de tempo e valor baseado na experiência dele. Você, por sua vez, acha satisfatória a estimava dele e decide pegar esse táxi.

Durante o trajeto, você percebe vários imprevistos. Também percebe que o taxista está empenhado, pois vocês dois chegam na mesma conclusão de atalhos pra economizar tempo. Mas… ao chegar no aeroporto, essa corrida custou 20% a mais que o valor original e que também demorou cerca de 30 minutos a mais do previsto. Nesse momento, qual seria a sua reação? Ficaria irritado? Processaria o motorista? Mas você esteve o tempo todo dentro do táxi e percebeu o empenho dele. Você viu que o trânsito estava ruim por causa de um acidente. Você viu que o taxista pegou outra rota para fugir do trânsito e, por mais que a estratégia tenha sido boa, não foi suficiente para chegar a tempo. O que você faria? Provavelmente, ficaria chateado, mas viu o quanto ele se esforçou.

Agora, pense no mesmo cenário, mas ao invés de você ir no táxi, você apenas contrata o taxista para entregar os documentos ao seu diretor. E após 70 minutos, o motorista te liga e diz que o trânsito estava caótico e, por causa disso, a corrida custou 20% a mais. Como você pensaria e reageria?

 Esse taxista, não foi comprometido nos dois cenários? Vejamos, o verbo comprometer significa “fazer promessa com”, ou seja, empenhar-se, obrigar-se. E só agimos desta forma porque temos confiança um no outro ou na empresa, valores em comum, uma causa em comum.

Essa parábola, nos traz uma analogia entre “estar dentro ou fora do táxi” e “cliente que participa ou não no projeto”. E é nesse ponto, o que difere o desenvolvimento de software que utiliza o Scrum, que tem como objetivo trazer o cliente mais próximo do desenvolvimento, presente em cada uma das evoluções do projeto, percebendo as dificuldades e decidindo o que deverá ser feito ou não, afinal, ele é o dono do produto e o mais interessado no sucesso desse projeto.

Referência: http://amagno.blogspot.com.br/2008/07/dentro-do-txi.html

Imagem: http://www.brainstorm9.com.br/32964/mobile/aplicativos-para-chamar-o-taxi-ja-funcionam-no-brasil/

Por CAMILA CRISTINA ROCHA

Postado em: 15 de fevereiro de 2013

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