Inclusão e deficientes visuais: vamos falar sobre isso?

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A inclusão digital já faz parte do cotidiano de muitos profissionais. Mas e para a carreira de um deficiente visual? O que ela pode agregar?

Por EVANDRO CHEQUI

 

Sou um dos milhares de profissionais com a deficiência visual ao redor do mundo.

Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil, das mais de 6,5 milhões de pessoas com alguma deficiência visual, 528.624 pessoas são totalmente cegas, incapazes de enxergar. Eu estou entre elas!

 

A inclusão digital e social nos leva para uma dimensão fora da realidade ótica e nos ajuda a fazer da tecnologia a nossa visão. Observe que o crescimento tecnológico reconfigurou todo o cenário mundial nas comunicações, e em uma grande velocidade, as informações são transferidas para os dispositivos, facilitando a disseminação de conteúdos. Porém, ainda nem todas as pessoas têm condições de obter um aparelho smartphone.

 

Aí começa a importância da inclusão digital, que representa a democratização e o seu intuito é aprimorar e ampliar os acessos, ou seja, facilitar cada vez mais o contato com os equipamentos digitais, principalmente para deficientes que dependem disso. E o interessante é a influência na inclusão social, promovendo a acessibilidade e impulsionando o aprimoramento na qualidade de vida das pessoas com deficiência.

 

Os deficientes visuais se deparam em tantas dificuldades, seja nos estudos, trabalho e também no entretenimento, e através das tecnologias acharam uma válvula de escape, com recursos para interagirem, fazendo a sua integração social. Com a evolução tecnológica, entre criações e implementações de softwares, surgiram os leitores de telas, que por intermédio deles, os deficientes visuais conseguem utilizar os computadores e celulares, ajudando na aprendizagem e na comunicação. Mas ainda existem diversas lacunas que interferem na inclusão digital, como por exemplo, a falta de acessibilidade em aplicativos e sites, a ausência de descrições nas imagens, a carência de áudio descrição em filmes e outros mais, interferindo diretamente nas relações de trabalho, sociais e principalmente nos estudos.

 

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Devido à inexistência de instruções e informação na sociedade, o mercado de trabalho não recebe incentivos para desenvolver softwares com fundamentações de acessibilidade. Conforme as exigências, implementam a acessibilidade gradualmente, refazendo ou criando recursos paralelos, mas encarecendo. Se desde o princípio as ferramentas e plataformas fossem construídas com os princípios de compatibilidade aos leitores de tela, evitariam desgastes, transtornos e as pessoas com deficiência visual teriam mais acesso para adquirir o produto ou serviço. Sabendo nós que a tecnologia progride a cada dia, várias soluções surgem para tapar essas fissuras: os aplicativos que auxiliam essas pessoas em sua vida diária, como identificador de cédulas, OCR para escanear, sinalizador de ônibus e uma vasta gama de acessórios que simplificam muito as rotinas.

 

Sou testemunha real desta vivência. Antes de surgirem os sistemas de voz, o crescimento profissional ficava defasado. Hoje, com esta tecnologia, consigo desenvolver minhas atividades no mesmo nível e qualidade como um colega de trabalho, desde que os sistemas desenvolvidos estejam dentro das diretrizes de acessibilidade. Aqui na Matera, utilizo sistemas internos para consulta de informações, planilhas Excel para consultar os nomes dos colaboradores e respectivos ramais, Mozilla Thunderbird para gerenciar os e-mails, sistema de voz NVDA para ler a tela do computador, entre outras ferramentas. Quando me deparo com um sistema que está ausente de acessibilidade, vou em busca de alternativas, ou seja, recursos para poder executar as minhas tarefas.

 

Se não houvesse a inclusão digital, o deficiente visual ficaria excluído, mas a magnitude deste conceito estreitou ainda mais as relações sociais, abrindo novos horizontes e oportunidades para mostrarem sua capacidade e desenvoltura profissional!

MATERA patrocina evento de empreendedorismo para jovens

A MATERA está patrocinando o Programa Inova Jovem, uma competição de empreendedorismo idealizada pela Agência de Inovação Inova Unicamp e destinada aos alunos dos Colégios Técnicos e de Ensino Médio regular de todo o Brasil. O programa tem como objetivo levar capacitação na área de empreendedorismo e inovação aos alunos, assim, criar oportunidades para que eles transformem suas ideias em negócios. Este ano, além da MATERA, patrocinam o programa: Embraer, Banco do Brasil, 3M e FM2S.

Em sua primeira edição aberta a colégios técnicos e de ensino médio regular de todo o Brasil, o Programa Inova Jovem alcançou a marca de 428 alunos inscritos, divididos em 109 equipes vindas de diversas cidades do País.

Bruno_SamoraNesta primeira fase, 73 equipes entregaram seus canvas para avaliação. Bruno Samora, gerente de engenharia da MATERA, participará da avaliação desses projetos e 20 passam para a próxima fase, na qual ganharão a ajuda de mentores para refazerem e aperfeiçoarem seus projetos. Os 6 melhores projetos chegarão à grande final em que os alunos apresentarão para uma banca os seus resultados finais.

Participe deste bate-papo e conheça as nossas práticas de gestão de inovação

No dia 30 de agosto, às 18h, estaremos no Worshop do Castelo Creative Space, na Av. João Erbolato, 376, em Campinas/SP, para um bate-papo que você que busca se conectar às iniciativas de Inovação, não pode perder 😉

Neste encontro, nosso Diretor de Inovação e Novos Negócios Alexandre de Souza Pinto, vai contar como tem sido a nossa experiência em estimular e fortalecer uma cultura de inovação dentro da empresa. Ele também falará sobre as iniciativas mais recentes voltadas à inovação aberta, especialmente com startups.

Venha conhecer nossas práticas de gestão de inovação neste espaço de coworking e inspire-se ao empreendedorismo!

Inscreva-se:
https://app.lets.events/events/matera-estimulando-e-fortalecendo-uma-cultura-de-inovacao

Conheça o espaço:
http://castelocreativespace.com.br/

Te esperamos lá!

Folia foi o que não faltou!

Na última sexta-feira (07/07) a MATERA transbordou animação!

Após meses de cuidado e carinho para pensarmos nos detalhes de uma programação bacana, recebemos os pequenos MATERANINHOS em nossas sedes de Campinas, São Paulo e Maringá para o nosso primeiro Dia de Folia! Nossos corredores e salas de reunião abriram espaço para bexigas, música e muita diversão!

A tecnologia, nosso bem maior, virou tema das brincadeiras e serviu de inspiração para a Caça ao Tesouro, que além de risadas e corre corre para encontrar os pedaços de placa mãe espalhados pela empresa, as crianças ainda tiveram uma reflexão super bacana ao encontrar a última pista: um espelho! A gincana deixou a mensagem de que a tecnologia é fruto do ser humano e que pode ser sempre positiva a depender de nós e das escolhas que fazemos com ela e suas possibilidades.

O evento teve como objetivo abrir as portas da nossa praia para que as crianças conhecessem onde os papais e mamães ficam a maior parte do dia e foi um sucesso! As atividades foram diferentes em cada sede de acordo com a estrutura do local e quantidade de crianças, mas o brilho nos olhinhos dos pequenos e a empolgação foi generalizada e o que marcou foi a felicidade de estarem aqui, assim como a dos adultos em recebê-los!

O clima descontraído e a energia trazida pelos MATERANINHOS nos mostrou por quem muitos de nossos profissionais fazem o que fazem e fortaleceu ainda mais a importância da família para todos nós! Além disso, o Dia entra nas iniciativas de nosso Planejamento Estratégico que dizem respeito à manter profissionais orgulhosos, motivados e engajados ao fazer com que as famílias conheçam e tenham orgulho do que fazemos para a comunidade e isso, com certeza, foi atingido!

DIA DE FOLIA

Por que fazemos o que fazemos?!

     O conhecido filósofo Mario Sergio Cortella fez essa pergunta (e muitas outras) em seu livro de mesmo título deste texto para apresentar diversas ideias e interpretações a respeito do trabalho e da realização profissional! E afinal, você sabe responder qual é o motivo de fazer o que faz? Por que levantar cedo? Por que trabalhar? Ou ao contrário: por que não fazer o que deveria ser feito?

     Cortella afirma (e eu concordo com ele), que se não conseguimos responder a essas perguntas, está nos faltando um PROPÓSITO! Propósito, segundo o pai dos burros, é uma “grande vontade de realizar e/ou alcançar alguma coisa; o que se quer atingir; alvo, objetivo”. Cortella ainda complementa dizendo que “uma vida com propósito é aquela em que eu entenda as razões pelas quais faço o que faço e pelas quais claramente deixo de fazer o que não faço.”

     No dia a dia de trabalho, se você está ciente do que faz e porquê o faz, consequentemente você tem um propósito e reconhece a razão e importância disso! Segundo o filósofo, esse tipo de atitude dentro de uma empresa gera inovação, pois permite pensar “outros modos de se fazer aquilo que se faz e ganhar produtividade, competitividade, lucratividade e perenidade em relação ao próprio negócio”. Agora, se faz tudo no modo automático e sequer exista uma análise de seus atos e consequências dos mesmos, o ser humano torna-se alienado, ou seja, perde-se de si mesmo: “O trabalho alienado é aquele que é estranho a mim” (Cortella, 2016, p.26) e se não sei o motivo real de estar aqui, porque me empenhar para ir além do robótico?

“Temos de trabalhar! Podemos fazê-lo para mera obtenção da sobrevivência ou também como um modo de marcar nossa presença no mundo!”

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     Você pode até pensar: “A rotina não me permite pensar criticamente.”, mas vou desmentir esse raciocínio! Ainda citando Mario Sergio Cortella, o autor afirma que “rotina não é sinônimo de monotonia”:

“Um trabalho rotineiro é um trabalho organizado, estruturado. O que, de fato, faz com que haja um enfado, um tédio, é a monotonia. O perigo é quando a rotina deixa de ser algo que me prepara melhor para aquilo que estou fazendo e passa a ser algo no qual eu não presto mais atenção. (…) Nessa hora, a motivação falece. Seja qual for a profissão. (…) A monotonia é a morte da motivação!” (Cortella, 2016, p.40).

     Outra pessoa que teve grande contribuição na reflexão dos motivos que nos levam a fazer o que fazemos é Charles Duhigg (autor de “O poder do hábito”). Ele afirma que no ambiente de trabalho a rotina pode ser chamada de “hábitos organizacionais”.  Esses hábitos fornecem não apenas regras que as empresas necessitam para funcionar, como também permitem aos profissionais terem novas ideias e autonomia para colocá-las em prática, reduzem incertezas e proporcionam uma “memória organizacional”, onde não precisamos reinventar os processos diariamente nem entrar em pânico a cada imprevisto, pois estamos amparados pelos hábitos que nos servem de base aos processos. O autor complementa que todas as pessoas conseguem ter sucesso, desde que entendam seus hábitos e focalizem em padrões que moldam cada aspecto da vida! Isso lembra o propósito, não?!

     Agora que sabemos a importância de se ter um propósito e a diferença gigantesca entre rotina e monotonia, o que nos impede de sair da caixinha? Quais são nossos hábitos? O que nos motiva? O que podemos fazer para sair do automático e encarar a rotina como uma oportunidade? Acredito que encontrando as respostas para estas reflexões, nos tornamos não apenas profissionais melhores, mas pessoas aptas a encarar mudanças e novos desafios com foco em resultados que vão além do simples “entregável”.

 

Referências:

Charles Duhigg (2012) – O poder do hábito: Porque fazemos o que fazemos na vida e nos negócios

Mario Sergio Cortella (2016) – Por que fazemos o que fazemos?

 

Me diz o que você tem sido, proativo ou reativo?

Algo que tem chamado minha atenção em projetos são fatores comportamentais.

Quando participa de um projeto qual sua postura? Ser reativo ou proativo?

Proativo: “Que se comporta ou pensa de modo antecipado; que busca identificar e resolver possíveis problemas com antecedência, por antecipação”[1]

Reativo: 1. que faz reagir, que suscita reação
2. que reage
3. referente a reação
4. que se define por uma reação [2]

Sugiro uma reflexão bem simples. Imagine o seguinte cenário: existe uma vela próxima a uma janela e que devido a um forte vento, a cortina balança incansavelmente, e ela está bem próxima da vela.

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Representação do cenário – vela na janela próxima da cortina

Qual é a melhor decisão a tomar diante de tal situação? Tirar a vela de perto da cortina, colocando-a em cima da mesa para evitar que a casa seja incendiada ou ligar para o bombeiro apagar o incêndio? Acabar com foco do incêndio ou andar sobre os destroços? Inalar a fumaça do fogo ou agir para que o fogo não se alastre?

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Representação do cenário – Incêndio causado pela vela

Fazendo um paralelo com projetos a ideia é a mesma. É muito mais fácil tratarmos algumas situações antes que se transformem de fato em um problema, antes de “explodir” e ter de tratar quando ele já tomou grandes proporções. Às vezes podemos tomar a simples decisão de sermos proativos para evitar chamar o bombeiro antes que a vela incendei a casa toda. Cabe ainda dizer que nesse cenário sempre podemos ter visões diferentes, por exemplo, poderia ter alguém que opinaria que não deveria haver preocupação, já que o vento na verdade apagaria a vela ao invés de incendiar casa.

Vamos trazer o cenário para um projeto que use scrum, cenário de uma sprint[3]. Por diversas vezes nós até identificamos algumas situações que são potenciais problemas para a conclusão da sprint, impedimentos ou obstáculos, como queira chamar. Muitas vezes somos passivos a essas situações por vários fatores, seja por achar que não é seu papel “cobrar” o outro, ou por achar que concluir a sua atividade proposta para o dia é suficiente. Mas e o todo? Estamos olhando “com carinho” para ele? Ou será que estamos esperando que o outro olhe?

Citarei alguns exemplos simples de proatividade que podem fazer a diferença em nosso dia a dia:

  • Sinalizar atrasos\problemas: O seu problema não é só seu, é do time caso ele impacte a entrega. Então nada mais justo que você compartilhe seus atrasos para que o time em conjunto tente achar uma solução para que isso não tome proporções maiores. Nunca fique patinando mais de 30 minutos (acho que chutei alto ainda) em um mesmo problema. Às vezes existe uma vírgula, ou a falta dela que você não está enxergando que o outro que veio te ajudar consegue identificar isso mais rapidamente, por ser uma visão de fora. Quando você narra o problema para o outro você mesmo pode achar a resposta. Outro detalhe importante é que não precisa esperar até a daily[4] para sinalizar que está com impedimento em sua atividade. Grite, mande sinal de fumaça, e-mail, skype, slack, hangouts, enfim, independente de qual seja o meio de comunicação utilizado no projeto, utilize com antecedência. Só não sofra calado!
  • Comprometer-se com datas: Temos consciência de que nem sempre as coisas acontecem como planejamos, podemos nos deparar com imprevistos. No entanto, é importante comprometer-se e principalmente cumprir com as datas prometidas de nossas atividades. Uma atividade com atraso faz com que a seguinte consequentemente já nasça atrasada e por ai vai. Perceba que aplicar o item anterior pode colaborar para que esse tópico seja cumprido dentro do previsto ou mais próximo dele.
  • Posicionar-se mais: Principalmente nas dailys. Sinalize atrasos, questione atrasos e principalmente questione sobre quais serão as ações para minimizá-los. É importante também nesse contexto que forneça sugestões para o time. Quanto a erros encontrados que nem sempre são corrigidos dentro da sprint, principalmente quando são pré-existentes é necessário posicionar-se também. Se o defeito identificado faz parte do fluxo básico da funcionalidade, por que não corrigir antes que o cliente abra um chamado daquele caso? Não digo somente do ponto de vista de um testador identificando um cenário com o erro, mas o próprio desenvolvedor que consegue identificar problemas de codificação. Lembre-se, sejamos proativos.
  • Sentir-se dono da sprint: Sentir-se dono da coisa faz com que cuidemos melhor dela. Isso é realmente verdade, as pessoas cuidam bem de suas próprias coisas, sentir-se parte não só como membro da equipe mas sentir-se dono daquilo faz com que tenhamos mais cautela e zelo para que tudo corra bem, dentro do planejado.

Em resumo os itens citados foram mais comportamentais, perceba que foram pequenos exemplos citados mas que aplicados no dia a dia fazem a diferença. Tente tender sempre para ser mais proativo do que reativo. As situações expostas em um “time reativo” correriam atrás do atraso próximo da entrega, mas qual o custo disso? A qualidade não seria comprometida? E o desgaste que pode surtir no time?

Ser reativo é sentir-se vitima do cenário vivido, é assistir de camarote os problemas nascerem e esperar que alguém os solucione. Ser proativo é fazer parte da mudança, é ação, é simplesmente fazer acontecer.

Para finalizar, deixo uma frase da postura do reativo e proativo para reflexão

[4]
Frase para reflexão [5]

Lembrando que esses conceitos podem ser aplicados para qualquer profissão, não se restringem somente a projetos de TI.

E por fim, qual sua escolha para hoje? Será reativo ou proativo?

Referências

[1] https://www.dicio.com.br/pro-ativo/

[2] https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/reativo

[3] http://www.matera.com/br/2013/03/11/metodologia-agil-framework-scrum-2/

[4] http://www.matera.com/br/2013/03/20/metodologia-agil-framework-scrum-parte-iii/

[5]  http://www.slideshare.net/espertalhacos/proativo-x-reativo

O desafio de liderar as diferentes gerações

Será que existe alguma diferença na maneira de liderar as diferentes gerações? Será que o gestor precisa de algum conhecimento a mais, ou de técnicas diferenciadas para manter uma equipe de profissionais X ou Y?” Essas perguntas ficaram na minha cabeça enquanto buscava material para embasar esse assunto e eu encontrei diferentes respostas durante a pesquisa.

Só para citar as que mais chamaram atenção, alguns autores afirmam que os jovens adultos da geração Y (os chamados millennials) são muito imediatistas e até ansiosos, muito focados quando fazem o que gostam e totalmente sem foco quando não, apresentam um certo nível de rebeldia dentro do ambiente de trabalho, entre muitos outros rótulos. Um deles dizia até para “não contrariar essa geração, pois não gostam de ouvir que estão errados”. Fiquei pensando sobre essas características e achei essa descrição um tanto quanto limitante. Como será que esse líder se comunicou com seu liderado para que ele não gostasse de ouvir o que estava sendo dito?

É importante destacar o fato de que todo papel de liderança exige uma mudança de mindset e atitudes voltadas à equipe e à organização como um todo, assim como um membro da equipe no papel de liderado precisa estar engajado e se sentir parte integrante do time, independente da idade ou geração.

liderando gerações
As diferenças históricas, pessoais e acadêmicas que modificaram o desenvolvimento do mercado de trabalho e da maneira de se trabalhar das empresas são um fato inegável! Assim como é fato que independentemente da idade do profissional, tenha ele 20, 40 ou 60 anos, estamos falando de pessoas! E dando a devida atenção à esses profissionais, encontrei também durante minha pesquisa algumas observações que vão além do “ranking geracional” que estamos vivenciando e servem como um bom norteador do que seria mais próximo do “ideal”:

  • Os profissionais se sentem importantes quando sabem que sua presença foi decisiva para que determinado processo funcionasse. Assim como gostam de ser pontuados quando não estão indo pelo caminho ideal. O “feedback” é parte fundamental de qualquer relação, principalmente tratando-se do ambiente profissional.
  • Comunicação é imprescindível! Uma boa comunicação, realizada pelos meios adequados à situação, é capaz de tirar dúvidas sobre as etapas do trabalho, sobre a maneira como a empresa funciona, as possibilidades de carreira, entre muitos outros pontos importantes. Além disso, evita frustrações (tanto da equipe, quanto do líder).
  • Assim como falar da maneira correta é importante, ouvir também é! Quando se está disposto, atento e aberto à novas ideias e pontos de vista, muitas coisas podem ser melhoradas e aprendidas.
  • O ambiente de trabalho é um lugar formal, mas não precisa ser restritivo. A abertura nas relações, o respeito e a troca de experiências entre os profissionais de diferentes níveis hierárquicos são de muita valia ao desenvolvimento da empresa e também das pessoas inseridas nela!
  • Demonstrar confiança que o profissional conseguirá concluir um novo desafio ou tarefa que fuja da rotina pré-estabelecida, as vezes é muito mais estimulante e reforçador do que apenas ganhos materiais.

Por fim, não será um manual pronto que dite as regras ou o “passo a passo” sobre como agir que irá facilitar as relações entre os profissionais das diferentes gerações! O  bom e velho “faça com os outros o que gostaria que fizessem com você” continua cabendo em diversas situações, inclusive nessa!

 

MATERA Systems lança sua Universidade Corporativa – UniMATERA

Nunca a disseminação do conhecimento e a capacidade de aprender rapidamente foram tão importantes para as empresas, e para os profissionais, como nos dias atuais. Investir em treinamento e capacitação do time deixou de ser um diferencial para se tornar uma questão primordial para o sucesso das organizações. E o profissional que quer planejar sua carreira, precisa sempre estar à frente e se manter atualizado.

Alinhada à essa realidade, a MATERA decidiu criar e implementar sua universidade corporativa.

Ao longo de seus quase 30 anos de história, a MATERA sempre investiu em treinamento e desenvolvimento para evoluir seus profissionais em competências técnicas e comportamentais. Portanto, a criação de uma universidade corporativa foi um processo de avanço da gestão do conhecimento da empresa.

O grande diferencial da UniMATERA é que ela tem todo o conteúdo de aprendizagem mapeado, organizado e centralizado, facilitando o acesso e visualização por toda a empresa. Agora, quando um novo MATERANO entra no time, está bem mais fácil saber por quais treinamentos ele deve passar e qual é sua trilha de aprendizado. Este conceito vai atender aos mais de 400 MATERANOS que fazem parte da empresa.

A UniMATERA tem seu conhecimento dividido em currículos que compreendem aspectos técnicos, de negócio, comportamentais, atualização tecnológica e liderança. E como estamos na era do conhecimento, a ideia é que qualquer profissional possa contribuir com a atualização e expansão da UniMATERA.

Outro ponto muito importante é que a nossa Trilha de Carreira, ferramenta que permite os MATERANOS terem uma visão mais clara dos caminhos profissionais que podem percorrer dentro da empresa e suas possibilidades de desenvolvimento, também foi atualizada. Além dela acompanhar a mesma identidade visual da UniMATERA, também integra as informações e facilita as conversas de carreira, entre líderes e liderados, para o desenvolvimento de todos os profissionais nas competências necessárias para os cargos que ocupam.

A criação da universidade corporativa é a concretização de mais uma iniciativa ligada a um dos objetivos estratégicos da empresa, que visa capacitar as equipes nas competências críticas para suportar o ciclo de crescimento da organização e evidencia importância que a MATERA dá à aprendizagem constante e o desenvolvimento de seu time.

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Empatia x Ambiente de Trabalho

Atualmente, muito se tem falado sobre o tema empatia e que as pessoas devem ser empáticas, principalmente no ambiente de trabalho.

Mas, o que é empatia? Será que isso é simples assim? Será que resolve todos os problemas do dia a dia?

“Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro. É a capacidade de sentir o que uma outra pessoa sentiria.”

Mas como se faz isso?
Ser empático não é simplesmente se colocar no lugar do outro. É ser capaz de “enxergar” as coisas na perspectiva de outra pessoa.
É a capacidade de entender as razões do outro, sem julgamentos ou pré-conceitos, é “ouvir” no sentido puro da palavra.

E no ambiente profissional, isso é muito importante e ajuda a evitar muitos conflitos.
Quantas vezes, colegas de trabalho deram uma opinião e estas por não serem ouvidas direito, acabaram gerando discussões? Isso reflete diretamente no clima de trabalho.

Se nestes casos, fosse habilitado o “módulo” da empatia, esses conflitos seriam reduzidos ao máximo e eventualmente nem existiriam.

Mas será que ser empático é simples e fácil?
Não, não é, há de se concordar com isso. E isso seja em qualquer ambiente em que se esteja inserido.

No meio organizacional, é mais complicado ainda, pois em ambientes onde muitas vezes é necessário respostas rápidas, não há tempo para parar e pensar em ser empático ou em se colocar no lugar do outro.

Como fazer então?
Exercitando. Muitas das coisas se aprende treinando e com empatia não seria diferente.
Esse tipo de abordagem requer treinos e mais treinos já que é necessário, na maioria das vezes, ouvir e pensar nas respostas mais coerentes em frações de segundos.

Como começar?
Comece nas situações diversas do dia a dia, pensando em como se sentiria se estivesse na pele da outra pessoa.

Em conversas ou até mesmo nas pequenas discussões, se “coloque” como se, fosse você quem estivesse falando aquelas palavras ou dando aquela opinião.

Depois aplique isso também no ambiente de trabalho e com isso verá que com o tempo, a habilidade de ouvir e se colocar no lugar do outro se tornará cada vez mais natural, gerando assim empatia e um clima organizacional melhor.