Image without alt
Voltar para todos os posts

A importância dos aspectos ambientais, sociais e climáticos para as organizações

28 of novembro of 2023

Saiba mais sobre a evolução regulatória e como a abordagem multidimensional pode fortalecer a gestão de riscos socioambientais nas instituições.

por matera

Compartilhar

Image without alt

Atualmente, o mundo enfrenta desafios significativos relacionados aos riscos ambientais, sociais e climáticos, destacando a necessidade premente de uma avaliação estruturada, imparcial e consistente desses fatores. À medida que a conscientização sobre a importância da sustentabilidade cresce, as instituições financeiras se veem diante da responsabilidade de gerenciar esses riscos de maneira eficiente. Confira a seguir como a evolução regulatória e uma abordagem multidimensional podem contribuir para uma avaliação mais robusta e transparente.

Evolução regulatória e desafios

A evolução regulatória desempenha um papel crucial na definição do panorama para a avaliação de riscos socioambientais e climáticos. No entanto, muitas vezes, a norma deixa nas mãos das instituições a definição dos fatores de risco e a metodologia adequada para avaliação. Este desafio abre espaço para uma abordagem flexível, mas consistente, na qual as instituições podem estabelecer políticas alinhadas à natureza de suas operações e à complexidade de seus produtos e serviços.

Avaliação multidimensional: princípios e diretrizes

A implementação de políticas e ações baseadas em princípios e diretrizes sociais, ambientais e climáticas são essenciais para a efetividade na gestão de riscos. Essas políticas devem refletir proporcionalidade ao modelo de negócio da instituição, levando em consideração a natureza de suas operações. O documento 2030, nesse contexto, torna-se um canal para a transmissão dessas informações ao Banco Central, sendo um guia flexível que respeita as particularidades de cada instituição.

A avaliação de riscos deve abranger três dimensões fundamentais: operação, cliente e setor da atividade econômica. A avaliação de clientes, por exemplo, requer uma análise aprofundada que inclua a identificação, código CNAE associado, ativos e detalhes operacionais, seja em uma operação de crédito ou títulos. Este processo, incluindo a avaliação de riscos sociais, ambientais e climáticos, resulta em um relatório semestral enviado ao órgão regulador, proporcionando uma visão abrangente do perfil de risco associado a cada cliente.

A essência da avaliação reside em responder a uma pergunta crucial: "Considerada a probabilidade e a intensidade do impacto, diante das informações disponíveis, qual é a possibilidade de perdas para a instituição ocasionadas pelo potencial do projeto ou atividade financiada ser afetada por eventos sociais, ambientais ou climáticos?" Esta pergunta direciona a análise de diversos fatores de risco, permitindo uma visão holística dos impactos potenciais e das estratégias de mitigação.

Mapeamento estruturado dos fatores de risco

Para realizar uma avaliação consistente, as instituições devem estruturar e coletar informações dos clientes, utilizando questionários ou outras ferramentas adequadas. Fatores de risco, divididos em categorias sociais, ambientais e climáticas, devem ser considerados em uma estrutura organizada. Essa abordagem permite avaliações passíveis de verificação e análise interna ao longo do tempo, assegurando a consistência de operações, clientes ou setores.

A mitigação de riscos ambientais, sociais e climáticos é essencial. Para isto, é necessário incluir na questão social: direitos humanos, práticas trabalhistas, danos à população ou comunidades, violação de direitos ou reputacional etc. Da mesma forma, no ambiental é importante considerar: o impacto na biodiversidade, uso e conservação de energia ou água, poluição, reputacional etc. Por fim, como fator de risco climático, é importante entender as condições climáticas extremas (seca, inundação, tempestades, ciclones) e alterações ambientais permanentes (desertificação, mudança no padrão mundial e mudança no padrão de temperatura).

A instituição deve estruturar e coletar as informações dos seus clientes, por exemplo, por meio de um questionário, a fim de fazer um mapeamento baseado em um conjunto de fatores a ser considerado pela empresa. É fundamental garantir minimamente a organização das informações,  a fim de fazer uma avaliação consistente e passível de ser verificada ao longo do tempo internamente.

Em um contexto global cada vez mais interligado e sensível às questões ambientais, sociais e climáticas, a avaliação de riscos se torna uma ferramenta crucial para a sustentabilidade em longo prazo das instituições financeiras. A implementação de políticas claras, aliada a uma abordagem multidimensional e flexível, não apenas atende às exigências regulatórias, mas também contribui para a construção de um setor financeiro mais resiliente e responsável. Ao avaliar e responder proativamente aos riscos, as instituições não só protegem seus próprios interesses, mas também desempenham um papel vital na promoção de práticas sustentáveis.

Potencialize a sustentabilidade em sua instituição financeira! Clique aqui e descubra como a Matera pode te auxiliar neste processo.