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Behavior Score: a evolução da análise de risco com dados comportamentais

31 de dezembro de 2025

Behavior Score, também conhecido como score de crédito comportamental, é uma ferramenta de avaliação de crédito que analisa o histórico completo de relacionamento de um cliente com uma instituição.

por matera

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 Diagrama mostrando uma pessoa analisando dados, com caixas de "Crédito" e "Comportamento" levando a uma "Análise 360 do cliente".

Você provavelmente já ouviu falar em Behavior Score. Mais do que uma pontuação, ele representa uma abordagem analítica que transforma dados de comportamento em decisões de crédito mais inteligentes, precisas e contextualizadas.

Hoje, os clientes esperam por experiências personalizadas, principalmente quando o assunto é crédito. Não basta oferecer um limite genérico: é preciso entender o momento, o perfil e a capacidade de pagamento real de cada pessoa.

Ao mesmo tempo que os clientes relatam essa necessidade, muitas instituições ainda enfrentam o desafio de enxergar com clareza o comportamento da sua própria base, e, com isso, perdem oportunidades valiosas ou assumem riscos desnecessários.

É nesse cenário que o Behavior Score se torna um diferencial estratégico: ele transforma dados cotidianos em uma leitura precisa, contínua e personalizada do risco de crédito.

A seguir, você confere como essa abordagem funciona na prática, e por que ela vem ganhando espaço no mercado.

O que é Behavior Score?

Behavior Score, também conhecido como score de crédito comportamental, é uma ferramenta de avaliação de crédito que analisa o histórico completo de relacionamento de um cliente com uma instituição. 

Diferente dos modelos convencionais, que se baseiam majoritariamente em informações históricas de crédito, o Behavior Score considera a forma como o consumidor se comporta ao longo do tempo. Isso permite uma leitura mais dinâmica e atualizada do risco, ampliando a capacidade de previsão das instituições.

Qual o objetivo desse score?

O objetivo do Behavior Score é adicionar uma camada extra de informação ao processo de análise de crédito, tornando as decisões mais precisas e equilibradas. Por esse motivo, sua aplicação é relevante tanto para a proteção contra inadimplência quanto para a expansão da concessão de crédito.

Um dos principais diferenciais desse modelo é a possibilidade de incluir consumidores que costumam ser excluídos ou subvalorizados por scores tradicionais. 

Pessoas com histórico de crédito limitado, ou que não utilizam produtos financeiros convencionais, podem apresentar um comportamento financeiro responsável que não é capturado por modelos puramente históricos.

Além disso, o Behavior Score permite antecipar comportamentos futuros que dificilmente seriam identificados em uma análise baseada apenas no passado. 

Com isso, as instituições reduzem perdas por inadimplência e, ao mesmo tempo, aumentam a aprovação de crédito para clientes com comportamento financeiro positivo, mesmo que ainda não possuam um longo histórico de crédito.

A relevância do comportamento em decisões automatizadas de crédito

Para entendermos a relevância do comportamento em decisões automatizadas de crédito, é fundamental considerar o cenário atual do mercado: consumidores estão em constante mudança, tanto em suas preferências quanto em seus hábitos financeiros.

Indicadores como frequência de compras, uso de crédito rotativo e pagamento antecipado de faturas fornecem sinais importantes sobre o risco futuro de um cliente.

Quando essas informações comportamentais são integradas aos modelos de decisão automatizados, as empresas conseguem análises mais completas e sensíveis ao contexto real do consumidor.

Como resultado, as instituições não apenas aprimoram a gestão de risco, mas também conseguem oferecer produtos e limites de crédito mais adequados ao perfil de cada cliente, fortalecendo a relação e melhorando a experiência ao longo do tempo.
 

Como o Behavior Score é calculado?

O Behavior Score é gerado por modelos de machine learning treinados com grandes volumes de dados históricos e comportamentais dos clientes. O objetivo é prever, com base em padrões passados, a probabilidade de inadimplência de cada perfil.

O processo envolve:

Coleta de dados: tudo começa com a reunião de informações relevantes sobre o cliente. Isso inclui o histórico de pagamentos (como boletos, cartão de crédito, empréstimos), movimentações financeiras, saldo em conta, dados cadastrais e até referências externas do mercado. 

Em alguns casos, entram também dados captados por SDKs integrados a aplicativos, que ajudam a traçar o perfil digital e os hábitos de uso do cliente.
 

Comparação com perfis semelhantes: depois, o modelo procura padrões ao comparar esse cliente com outros que tiveram comportamentos parecidos no passado. A ideia é observar como pessoas com perfis similares se comportaram, por exemplo, se pagaram em dia, atrasaram ou ficaram inadimplentes. Isso ajuda a prever qual é a chance de o cliente seguir por um caminho parecido.

Treinamento dos modelos: com essas informações, o modelo aprende a identificar padrões que podem indicar maior ou menor risco de crédito. Ele pode reconhecer, por exemplo, que determinados hábitos, como manter saldo baixo ou pagar sempre no vencimento, aparecem com mais frequência em perfis que apresentaram inadimplência no passado. As possibilidades são inúmeras.

Geração do score: no fim do processo, o modelo atribui uma pontuação ao cliente com base em tudo o que foi analisado. Essa pontuação é traduzida em faixas de risco, assim, em vez de interpretar apenas um número, a instituição consegue classificar rapidamente qual o nível de risco de inadimplência que aquele cliente representa.

Isso permite decisões mais acertadas na concessão de crédito, ajustando limites, ofertas e condições de acordo com o perfil real de cada pessoa.

Aplicações práticas do Behavior Score

Na prática, o Behavior Score transforma a análise comportamental em ações concretas ao longo da jornada de crédito, impactando tanto a eficiência operacional quanto a experiência do cliente. Em vez de decisões pontuais, ele viabiliza uma gestão de risco contínua, inteligente e orientada por dados reais.

Suas principais aplicações incluem:

Pré-aprovação mais precisa

O Behavior Score permite antecipar decisões de crédito, definindo limites e condições com base no comportamento financeiro do cliente antes mesmo de uma solicitação formal.

Ao classificar o consumidor em uma faixa de risco de forma contínua, a instituição reduz etapas no momento da contratação. Quando o cliente decide adquirir um novo produto, o risco já foi avaliado previamente, tornando o processo de concessão mais rápido, fluido e eficiente.

Ajuste dinâmico de limites e taxas

O comportamento financeiro do cliente evolui ao longo do tempo, e o score acompanha essa mudança.

Quando há sinais consistentes de maior responsabilidade financeira, como pagamentos em dia, manutenção de saldo positivo ou maior uso de produtos de investimento, o Behavior Score pode indicar oportunidades para ampliação de limites ou condições mais atrativas.

Da mesma forma, alterações negativas no comportamento, como atrasos recorrentes ou aumento do comprometimento de renda, permitem ajustes preventivos nas condições oferecidas, reduzindo exposição ao risco de forma antecipada e controlada.

Acompanhamento contínuo do risco de crédito

Diferentemente das análises pontuais, o Behavior Score possibilita um monitoramento contínuo do risco, identificando mudanças relevantes no comportamento do cliente ao longo do tempo.

Essa leitura antecipada permite agir antes que desvios se transformem em inadimplência, protegendo a carteira de crédito e criando espaço para decisões mais estratégicas. O resultado é uma gestão de risco mais proativa, com melhor aproveitamento das oportunidades de negócio.

Principais diferenças entre o score de crédito comportamental e o tradicional

O score de crédito comportamental e o tradicional adotam abordagens distintas para mensurar o risco de crédito. Essas diferenças estão diretamente relacionadas aos dados analisados, à metodologia de avaliação e ao nível de flexibilidade do modelo.

Vamos compreender em mais detalhes as principais diferenças.

Dados utilizados na análise

  • Score tradicional: utiliza principalmente o histórico financeiro do consumidor, como registros de pagamentos, dívidas pendentes e nível de utilização de crédito.
     
  • Score comportamental (Behavior Score): foca em padrões de comportamento financeiro e de consumo, como hábitos de compra, uso de serviços, relacionamento com a instituição, podendo empregar inteligência artificial para gerar insights mesmo a partir de poucos dados.

Abordagem de avaliação de risco

  • Score tradicional: analisa dados transacionais diretamente ligados às operações financeiras passadas do cliente.
     
  • Score comportamental: identifica padrões de comportamento para prever riscos futuros, sem depender exclusivamente de um histórico financeiro extenso, tornando a análise mais adaptável a diferentes perfis.

Flexibilidade e inclusão financeira

  • Score tradicional: requer um histórico de crédito consistente para formar um perfil confiável.
     
  • Score comportamental: consegue construir uma avaliação de risco mesmo com informações limitadas, utilizando o comportamento do consumidor para preencher lacunas,  um diferencial importante para a inclusão de perfis com pouca experiência financeira registrada.

Como o Behavior Score aprimora a análise de crédito

O Behavior Score desempenha um papel estratégico na modernização da análise de crédito, ao transformar a forma como as instituições financeiras avaliam riscos e se relacionam com seus clientes. 

Ao incorporar dados comportamentais ao processo decisório, o modelo torna a concessão de crédito mais precisa, inclusiva e alinhada à realidade atual dos consumidores.

Na prática, esse aprimoramento acontece em diferentes frentes.

Decisões baseadas no comportamento real do cliente

Como vimos, ao contrário das análises tradicionais, o Behavior Score oferece uma leitura contínua e personalizada do cliente a partir de seu comportamento real dentro da instituição. Isso eleva a análise de crédito a um novo patamar, permitindo decisões mais ágeis, assertivas e adaptadas ao perfil de cada consumidor.

Com base em interações, padrões de uso e histórico de relacionamento, as instituições conseguem compreender melhor o risco envolvido em cada concessão, indo além de avaliações genéricas ou excessivamente padronizadas.

Descoberta de boas oportunidades na base de clientes

Um dos maiores pontos de frustração para os consumidores é manter um relacionamento ativo com uma instituição financeira e ainda assim não ter acesso a boas oportunidades de crédito.

Essa percepção foi evidenciada na pesquisa “Jornada de Crédito: como consumidores e executivos avaliam oportunidades e riscos”, conduzida pela Matera. 

Ao serem questionados sobre melhorias no processo de contratação, muitos consumidores foram diretos ao afirmar:

“O processo é muito padronizado e não leva em consideração minhas necessidades específicas.”

Esse é exatamente o ponto em que o Behavior Score se diferencia.

Ao reduzir a generalização das análises, o score comportamental permite identificar oportunidades dentro da própria base de clientes que, em modelos tradicionais, passariam despercebidas. 

Consumidores com pouco histórico bancário, atuação informal ou até registros de inadimplência no passado podem apresentar, no presente, um comportamento financeiro saudável e bom potencial de pagamento.

Com uma avaliação mais rica e atual, baseada em comportamentos reais, as instituições conseguem reconhecer esses perfis e ampliar a inclusão de clientes que antes seriam automaticamente rejeitados oferecendo crédito com mais precisão e menor risco.

Acesse a pesquisa completa e conheça mais insights sobre a visão de executivos e consumidores na tomada de crédito!
 

Preciso trocar meu modelo para ter o behavior score?

O score comportamental atua como uma variável adicional no processo de concessão de crédito, complementando os modelos já utilizados pelas instituições. Em vez de substituir estruturas consolidadas, ele enriquece o modelo atual com novos insights comportamentais.

Essa integração é simples e não exige mudanças estruturais complexas. As empresas podem incorporar o Behavior Score como mais uma camada de informação, mantendo a confiabilidade dos métodos tradicionais e, ao mesmo tempo, ampliando sua capacidade de análise.

O resultado é um processo de crédito mais completo, ajustado ao perfil real dos consumidores e mais preparado para lidar com diferentes cenários de risco.

Complemento a modelos avançados de análise de crédito

Mesmo instituições que já utilizam modelos avançados, também podem se beneficiar da adoção do score de crédito comportamental. Como camada adicional de análise, ele aprofunda a compreensão sobre o comportamento do consumidor, sem a necessidade de reformulações técnicas complexas.

Ao integrar padrões comportamentais aos dados históricos e cadastrais, as instituições passam a trabalhar com informações que refletem melhor a realidade atual dos clientes. Isso fortalece os modelos existentes e aumenta a confiança nas decisões tomadas.

Personalização da análise de risco

A análise comportamental permite um alto nível de personalização na avaliação de risco, considerando as particularidades de cada cliente. Isso reduz falhas comuns em avaliações genéricas, que muitas vezes não representam com precisão o risco real do consumidor.

Em um mercado cada vez mais orientado à experiência, essa personalização atende às expectativas de clientes que buscam soluções mais alinhadas às suas necessidades. 

Otimização dos modelos: menos zona cinzenta, mais precisão

Ao combinar dados históricos com dados comportamentais, as instituições conseguem reduzir significativamente a chamada “zona cinzenta” da análise de crédito, aquele espaço de incerteza que dificulta a tomada de decisão.

O Behavior Score preenche lacunas deixadas pelos métodos tradicionais, oferecendo uma visão mais clara, detalhada e atualizada do perfil do cliente. Essa combinação fortalece a base de avaliação e resulta em decisões mais justas, alinhadas ao risco real de cada consumidor.

Diferenciais do Behavior Score da Matera

O Behavior Score da Matera Insights se destaca por oferecer uma análise de crédito mais precisa, preditiva e personalizada, baseada em tecnologia avançada e na leitura aprofundada do comportamento do cliente.

A Matera desenvolve modelos proprietários de avaliação comportamental, treinados para identificar padrões e antecipar comportamentos futuros, indo além das abordagens tradicionais de crédito. 

Esses modelos utilizam análise de similaridade, comparando o perfil de cada cliente com históricos de bons e maus pagadores, o que permite uma avaliação mais fiel do risco real envolvido.

Outro diferencial relevante é a personalização por instituição. Os modelos são ajustados às características específicas de cada, respeitando particularidades de negócio e otimizando as decisões de crédito de forma mais estratégica.

Todo esse processo é viabilizado pelo uso de inteligência artificial, capaz de reconhecer padrões complexos nas variáveis comportamentais e relacionais dos clientes. Isso eleva a precisão da análise preditiva e apoia estratégias de crédito mais eficientes e sustentáveis.

Mais do que avaliar o risco em um ponto específico do tempo, o Behavior Score oferece uma visão evolutiva do cliente, considerando o histórico de relacionamento, a contratação de produtos e o uso contínuo dos serviços da instituição. O resultado é uma análise contextualizada, robusta e alinhada à realidade atual do consumidor.

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Conclusão

O Behavior Score representa uma virada na forma de analisar o risco e conceder crédito. Mais do que uma pontuação, ele é uma ferramenta preditiva que transforma dados em decisões inteligentes, conectando o comportamento real do cliente às estratégias da instituição.

Ao adotar essa abordagem contínua e personalizada, instituições financeiras ganham agilidade, precisão e segurança na concessão de crédito, além de abrir espaço para inclusão, personalização de ofertas e melhoria na experiência do cliente.

Com o Matera Insights, essa visão se torna realidade por meio de tecnologia robusta, modelos preditivos avançados e um profundo entendimento do ciclo de vida do cliente. É uma evolução natural para quem busca mais eficiência e competitividade em um mercado que exige decisões cada vez mais rápidas e bem fundamentadas.

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