
O core bancário é o coração das instituições financeiras, é ele quem garante a segurança e estabilidade nas transações do dia a dia.
No entanto, essa mesma robustez traz limitações importantes quando o assunto é análise de dados em larga escala.
É nesse contexto que surgem os Data Hubs como uma alternativa estratégica.
O desafio: rigidez do core e dependência da TI
Embora essencial para a operação, o core bancário não foi projetado para suportar consultas analíticas intensivas. Extrações diretas no ambiente produtivo podem comprometer a performance e gerar riscos de instabilidade.
Ao mesmo tempo, ele concentra os dados transacionais mais críticos, justamente aqueles que as áreas de negócio precisam acessar. No entanto, esse acesso esbarra em processos burocráticos, dependentes de chamados e customizações conduzidas pela TI.
Esse modelo cria uma dependência tecnológica significativa e impacta diretamente o negócio: reduz a agilidade, limita a autonomia das áreas e atrasa decisões estratégicas.
Como um Data Hub resolve esse problema?
Um Data Hub atua como uma camada intermediária entre os sistemas transacionais e as áreas de negócio, desacoplando o consumo de dados da operação do core bancário. Em vez de acessar diretamente o ambiente produtivo, os dados são extraídos, tratados e centralizados no hub, onde podem ser consultados com segurança e alta performance, sem impactar as transações.
Porém, não é qualquer hub que se pode usar em instituições financeiras. É comum que bancos tentem adotar plataformas generalistas de mercado ou invistam pesado no desenvolvimento interno de seus próprios Data Lakes.
O grande obstáculo estrutural é que essas ferramentas genéricas não possuem conectores nativos com os módulos do core bancário.
Se a instituição tentar usar APIs convencionais para forçar a extração massiva de dados do core e alimentar esses hubs externos, ela esbarrará em gargalos de performance e no velho risco de prejudicar a estabilidade do sistema transacional.
Para contornar isso com ferramentas próprias, a TI seria obrigada a criar integrações complexas, caras e demoradas a partir do zero. Ou seja, para que o ecossistema de dados funcione sem "quebrar" o banco, a instituição precisa de um repositório que seja especialista e que já fale a mesma língua do seu sistema principal.
A Solução: Matera DataHub
Para resolver definitivamente esse gargalo analítico, entra em cena o Matera Datahub.
Ele é uma plataforma centralizada e moderna desenvolvida para permitir o acesso, o tratamento e a extração escalável de dados nativos dos sistemas Matera.
Por meio de APIs extremamente flexíveis e bem documentadas, a plataforma funciona como um grande repositório (um Data Lake especialista) que centraliza as informações de diferentes módulos bancários, permitindo que os clientes consultem qualquer dado massivamente para consumo interno ou alimentação de soluções externas de BI.
Desacoplamento inteligente
A grande vantagem competitiva da solução é o seu modelo de extração com zero impacto na operação transacional.
O Datahub realiza o desacoplamento inteligente dos dados: ele extrai os dados brutos e os transforma em ativos analíticos em um ambiente totalmente separado do core.
Com isso, o banco garante que as consultas e análises pesadas jamais derrubem as transações do dia a dia.
Segurança e Governança
Para os líderes de tecnologia (CIOs e CTOs), a plataforma proporciona um ambiente robusto, seguro e governado. A implementação ocorre na infraestrutura em nuvem do cliente, garantindo controle total, rastreabilidade, anonimização de dados sensíveis e governança sobre as transformações da informação.
Além da Infraestrutura: a dupla Datahub + Prompt Banking
Se a tecnologia de infraestrutura soluciona a raiz do problema, é a camada de aplicação que entrega o valor final.
Enquanto o Datahub resolve a dor do CIO/CTO provendo acesso descentralizado com segurança, governança e escalabilidade, o Prompt Banking é a interface que atua como uma camada de inteligência artificial plugada por cima desse hub.
O propósito do Prompt Banking é democratizar o acesso aos dados para o CFO e as equipes de negócios, entregando fluidez para quem não tem perfil técnico.
Analista de dados em inteligência artificial
Ao contrário de soluções generalistas do mercado que transformam perguntas em queries genéricas (suscetíveis a erros), o Prompt Banking funciona como um Assistente de IA Especialista.
Ele é treinado profunda e nativamente com as tabelas, as regras e o dicionário de dados do core bancário.
Interagindo em linguagem natural em um chat, o usuário de negócios consegue fazer perguntas complexas, criar dashboards dinâmicos do zero, comparar receitas e despesas, gerar a própria Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) da companhia e receber análises textuais justificadas pelo raciocínio da IA em poucos segundos.
O futuro do backoffice é nativo, seguro e agêntico
A indústria financeira chegou a um ponto de inflexão. Durante anos, o mercado focou seus esforços de digitalização na ponta final, melhorando o aplicativo do cliente e a experiência do usuário. O motor que sustenta essa inovação, o backoffice e a arquitetura de dados, permaneceu em grande parte, engessado em processos manuais lentos ou em relatórios inflexíveis.
No entanto, não é mais viável manter as áreas de negócios e a liderança reféns da “fila da TI”, tampouco é seguro forçar o core transacional a realizar o trabalho analítico pesado.
A solução para esse gargalo histórico não exige a substituição do coração do banco, mas sim a adoção de uma arquitetura inteligente e desacoplada.
O Matera Datahub é a fundação que resolve essa dor técnica: ele transforma o processo de extração, tratamento e governança em uma operação self-service, convertendo os dados brutos do core em ativos analíticos com conectividade nativa, segurança rigorosa e zero impacto na operação transacional.
Com o Prompt Banking, a IA deixa de ser um simples gerador de textos ou uma ferramenta generalista genérica para assumir a posição de um verdadeiro Analista de Dados Artificial, treinado de forma especialista nas regras, tabelas e estruturas do negócio.
É a democratização real da informação, entregando autonomia para que os líderes criem dashboards dinâmicos, automatizem processos complexos e conversem com seus próprios dados em linguagem simples e em tempo real.
O próximo passo é seu: acelere a tomada de decisão transformando os dados brutos do seu core em inteligência competitiva. Democratize o acesso aos dados para as suas áreas de negócio sem jamais comprometer a estabilidade do Core Bancário, o futuro da inovação financeira começa nos bastidores.