
Escolher um software de core banking é uma das decisões mais estratégicas que uma fintech pode tomar.
É esse sistema que vai processar contas, transações, crédito e compliance, e que vai definir, na prática, a velocidade com que a empresa consegue lançar produtos, escalar a operação e responder às exigências regulatórias do Banco Central.
No mercado brasileiro, onde o ambiente regulatório é dinâmico e a concorrência entre fintechs é intensa, a escolha errada pode significar retrabalho, integrações frágeis e crescimento travado.
Este guia responde às principais perguntas que surgem nesse processo: o que é, quais são os benefícios, o que avaliar, quais recursos são essenciais e como garantir que a solução vai crescer junto com o negócio.
O que é um software de core banking?
Um software de core banking é o motor tecnológico fundamental que sustenta e centraliza todas as operações de uma instituição financeira. Ele atua como o coração do negócio, integrando e gerenciando desde o processamento diário de transações até a garantia da conformidade legal.
Na prática, é a plataforma de core banking que viabiliza a oferta de produtos bancários ao mercado, sendo responsável por:
- Gestão de contas e transações: criação e controle de contas correntes, contas de pagamento (operando 24x7), contas salário, contas vinculadas e linhas de crédito, como cheque especial.
- Conexão com o ecossistema financeiro: integração direta e nativa com sistemas vitais para movimentações financeiras, como o Pix e o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).
- Motor Regulatório e Contábil: responsável por manter a instituição em conformidade com as exigências do Banco Central e da Receita Federal, automatizando a geração de obrigações como os reportes CADOC (incluindo o 4016 para contabilização), Sped, DIRF, E-financeira e o suporte nativo ao padrão contábil COSIF.
- Operações corporativas e Tesouraria: gerencia a emissão e liquidação de boletos (através da Nova Plataforma de Cobrança - NPC), liquidação de cartões (SLC), gestão de riscos, além de controlar posições de títulos públicos e privados e recebimentos (Cash Management).
Quais são os benefícios de usar um sistema de core banking?
Optar por contratar uma solução de mercado, em vez de desenvolver o sistema do zero (in-house), oferece vantagens competitivas para o sucesso de uma fintech.
Existem três grandes benefícios nessa abordagem:
- Transferência de risco: o setor financeiro muda suas regras constantemente. Ao usar um core bancário contratado, a instituição transfere para o fornecedor tecnológico toda a burocracia e a complexidade de manter o sistema atualizado com normas do Bacen e da Receita Federal.
- Aceleração do Time to Market: é possível lançar um produto financeiro muito mais rápido, direcionando as energias da equipe exclusivamente para aprimorar o modelo de negócios e a experiência do cliente em vez de gastar tempo desenvolvendo código.
- Robustez e Segurança: A fintech herda imediatamente a estabilidade e a segurança de uma plataforma madura, testada e validada no dia a dia por grandes players do mercado financeiro.
Dica de ouro: Adotar um software modular garante que o sistema acompanhe a evolução do seu negócio. Sua fintech pode nascer como uma Instituição de Pagamento (IP) e migrar para um Banco Múltiplo sem precisar trocar de motor no meio do caminho
Quais são os desafios na escolha de um software financeiro?
Um dos principais desafios na escolha de um sistema de core banking envolve o dilema estratégico entre desenvolver a tecnologia internamente (Build) ou contratar uma solução de mercado (Buy).
O desenvolvimento in-house oferece como principal vantagem o controle total sobre a evolução da plataforma, o que pode ser um diferencial para o negócio.
No entanto, essa escolha esbarra em custos elevados, longo tempo de desenvolvimento e na necessidade de manter uma equipe dedicada exclusivamente à atualização regulatória, um esforço contínuo que consome recursos sem gerar diferencial competitivo direto para o negócio.
Outro desafio crítico que as empresas enfrentam é o relógio regulatório. O momento ideal para definir o core bancário é antes mesmo de solicitar a autorização ao Banco Central. Isso porque, após o deferimento do órgão, a empresa costuma ter um prazo regulatório definido para entrar em operação, que pode variar conforme o tipo de autorização, e o tempo de implementação do core precisa caber dentro desse intervalo.
Como o processo de implementação de um sistema financeiro leva, em média, de 6 meses a um ano, esperar a aprovação para só então escolher a tecnologia é considerado um risco altíssimo, capaz de comprometer o prazo regulatório estipulado.
O que considerar ao escolher software de core banking para fintech?
Ao buscar uma solução no mercado, a sua decisão não deve se basear apenas no preço, é crucial avaliar a reputação do fornecedor e, principalmente, a sua capacidade de entrega das rigorosas obrigações acessórias.
Além disso, a modularidade da tecnologia é um fator crítico de sucesso. A plataforma deve ser projetada para crescer junto com a empresa.
Quais recursos o software de core banking deve ter?
Uma arquitetura mínima e atual exige que o software forneça contas operando 24x7, um cadastro central eficiente e integração totalmente nativa com o ecossistema do Pix e do SPB.
Além disso, se a sua instituição atuar como uma Sociedade de Crédito Direto (SCD), o sistema precisará contar obrigatoriamente com soluções de crédito acopladas.
Do ponto de vista da conformidade regulatória, o sistema deve ser capaz de automatizar e gerar os reportes mais vitais para o Banco Central e a Receita Federal.
Tecnologicamente, é essencial exigir uma arquitetura moderna e flexível, suportada por microsserviços e operando 100% em cloud.
O fornecedor também deve disponibilizar APIs para garantir integração fluida com sistemas internos e externos, o que reduz o tempo de go-to-market e preserva a capacidade de escalar sem restrições arquiteturais.
Como escolher um sistema de core banking escalável para fintech?
A resposta está em buscar plataformas de core bancário modulares que suportem altíssima volumetria sem perder a estabilidade e a velocidade. O sistema deve estar preparado para o crescimento agressivo da sua base de usuários.
Um excelente exemplo prático de escalabilidade e robustez é o Case do Banco XP.
Apoiada pela tecnologia da Matera, a instituição conseguiu evoluir com agilidade de uma corretora de investimentos para um banco completo.
O sistema ofereceu a base tecnológica necessária para escalar a operação de forma segura, sustentando hoje mais de 5 milhões de contas correntes ativas com total controle.
Para atingir esse nível de performance, é recomendável buscar fornecedores que ofereçam inovações arquitetônicas de ponta, como o Digital Twin e a topologia Omni Cloud.
Essas tecnologias multiplicam a escala da operação e garantem alta disponibilidade, permitindo até mesmo mesclar diferentes provedores de cloud (como AWS, Azure e Google Cloud) em uma mesma arquitetura.
Quanto tempo leva para implementar o software de core banking?
Embora o mercado costume trabalhar com janelas de 6 meses a 1 ano para uma implementação padrão, existem experiências que mostram como esse cronograma pode ser otimizado.
O C6 Bank, por exemplo, conseguiu disponibilizar um MVP em apenas 3 meses utilizando a plataforma da Matera. Em 9 meses, o banco já havia concluído o go live da operação completa.
Em tempo recorde, a tecnologia permitiu lançar não apenas uma conta corrente simples, mas uma operação robusta e complexa de "banco de verdade", que já nasceu englobando soluções de crédito, renda fixa, Pix, integração com o SPB e todas as exigências regulatórias.
A Matera oferece um software de core banking modular, cloud native e API first, projetado para acompanhar cada etapa do crescimento de uma fintech, da autorização regulatória à escala de milhões de clientes.
Se você está avaliando a tecnologia que vai sustentar a sua operação financeira, conheça as soluções da Matera e entenda como podemos acelerar o seu time to market com a robustez que o mercado exige.
